Como funciona a abertura e porque essa é a principal novidade da câmera do Galaxy S9

Como funciona a abertura e porque essa é a principal novidade da câmera do Galaxy S9

A linha high-end da Samsung aprendeu um truque novo

A Samsung deu muita ênfase às câmeras de seus novos smartphones topo de linha, o Galaxy S9 e S9+. Além de evoluções interessantes como sistema duplo de câmeras no Galaxy S9+ e vídeos em super slow motion (que captura até 960 quadros por segundo!), apareceu também uma especificação técnica incomum até o momento: abertura variável. Mas... por que ela importa?

Samsung lança Galaxy S9 e S9+ com
câmeras renovadas e cheias de funções

A abertura (ou aperture, se você encontrar essa especificação escrita em inglês) já faz um tempo que povoa a lista de destaques da câmera de um celular. E diferente dos megapixels, mais não é melhor! As fabricantes vêm ano após ano disputando para ver quem entrega a câmera com o menor valor de abertura.

Cuidado: número maior de abertura não é melhor

Isso acontece porque a abertura, normalmente representada por f/, é inversamente proporcional ao "tamanho do buraco" em si. Isso quer dizer que quanto menor o número da abertura, maior o buraco para entrada de luz.


Fotografia é luz. É literalmente do grego "escrever com luz". Todo mundo que já se arriscou em fazer fotos já deve ter reparado que quanto mais luz, melhor. Por isso suas fotos na praia ensolarada saem bem, e as suas fotos noturnas "são um parto", com várias tentativas até conseguir um resultado minimamente aceitável. Logo, uma abertura maior quer dizer mais entrada para luz e, portanto, fotos melhores. 

Não, você errou, volte duas casas. Aberturas maiores são um foco da indústria de smarpthones pois elas tornam possível fotos em cenas muito escuras, já que captam mais da pouca luz disponível. Mas tem um problema: quanto maior a abertura, acaba entrando também feixes de luzes mais difusos, e o resultado é uma perda de definição da imagem final.


Continua depois da publicidade

Isso não chega a ser um grande problema para muitos que adoram o efeito artístico do fundo desfocado, comum em fotos com baixa profundidade de campo e algo que até tem sido feito de forma artificial via software em muitos smartphones. 

Foto com baixa profundidade de campo batida com o OnePlus 5 (abertura de f/1.7)

O problema é que em um local muito iluminado, como em um dia ensolarado, uma grande abertura captura muito dessas luzes difusas e o resultado é uma foto menos nítida do que poderia ser. Quando você está tentando pegar algo que se mexe muito, uma profundidade de campo muito baixa diminui em muito as chances de conseguir que o objeto principal da foto fique em foco. E também há aquelas cenas que você realmente quer tudo da cena nítido.


Ter mais aberturas traz mais possibilidades às fotos do Galaxy S9

Os Samsung Galaxy S9 e S9+ possuem uma abertura de câmera que varia de f/1.5 (uma abertura muito grande) a f/2.4 (bem mais fechada). Com esses dois valores à disposição, o aparelho consegue (segura o clichê) unir o melhor dos dois mundos. Em situações ruins de luz, pode aumentar a abertura e captar cada "fiapinho" de luz disponível na cena para evitar que as fotos fiquem borradas (resultado de uma exposição muito longa) ou muito granuladas (resultado de um ISO alto demais). Se a situação de luz for mais favorável, dá para usar a abertura menor e capturar muito mais detalhes da cena, restringindo a entrada da quantidade de luz a entrar na câmera.

Exemplo de uma cena onde é mais interessante ter tudo em foco para captar toda a ação

Esse recurso não é uma novidade na fotografia. Ele está presente em toda câmera DSLR ou modelos semi-pro. Também não é uma novidade entre smartphones: o Motorola ZN5, com uma câmera "powered by Kodak", tinha esse recurso (de f/2.8 a f/5.6), assim como o Nokia N86 (de f/3.2 a f/4.8). Na verdade não é nem uma novidade em aparelhos da Samsung: o W2018, um celular de flip apresentado no começo do ano passado já tinha essa função.

Continua depois da publicidade

Mas porque isso importa agora? Faz tempo que fotografia em smartphones não é mais uma discussão sobre o hardware, e discussões que usam critérios técnicos como "mais megapixels" não são mais a base de comparação. O milagre dos modelos topo de linha acontece no pós-processamento, e a Samsung une uma experiência ampla nessa área com um hardware de alta performance para um processamento muito ágil das informações sendo captada pelos sensores. Agora o aparelho conta com mais um truque na manga, e vai ser interessante ver com qual eficiência ele será capaz de aproveitar essa nova capacidade.

O Galaxy Fit, smartband da Samsung, já está disponível no Brasil por R$699

O Galaxy Fit, smartband da Samsung, já está disponível no Brasil por R$699

Ele traz display colorido, recurso para natação e possibilidade de responder notificações


Promoção: Galaxy S10e por R$2.699, Galaxy S10 por R$3.149 e Galaxy S10+ por R$3.599 [JÁ ACABOU]

Promoção: Galaxy S10e por R$2.699, Galaxy S10 por R$3.149 e Galaxy S10+ por R$3.599 [JÁ ACABOU]

Uma série de aparelhos lançamentos e outros nem tanto estão em promoção no site oficial da empresa


Valor de revenda dos Galaxy S10 cai cerca de 50% em apenas um mês nos EUA

Valor de revenda dos Galaxy S10 cai cerca de 50% em apenas um mês nos EUA

Pesquisa de site especializado afirma que linha teve a maior queda do tipo desde 2017


Motorola One Action terá câmera tripla e furo no display [Rumor]

Motorola One Action terá câmera tripla e furo no display [Rumor]

Design é similar ao do Motorola One Vision


HDMI 2.1 trará suporte a 8K@60Hz e 48Gbps de transferência de dados

HDMI 2.1 trará suporte a 8K@60Hz e 48Gbps de transferência de dados

O HDMI Forum planeja disponibilizar seu programa de certificação nos próximos meses