Bicicleta elétrica pode ser multada? Veja regras para pedalar a sua

Entenda um pouco mais sobre estes veículos cada vez mais populares

Bicicleta elétrica pode ser multada? Veja regras para pedalar a sua
Créditos: pixabay.com / firebladeguy

A bicicleta elétrica é um meio de transporte utilizado por aqueles que precisam de agilidade para se locomover, mas necessitam de uma opção mais simples do que uma moto tradicional. Contudo, essa simplicidade não deve ser confundida com ausência total de regras criadas para estes aparatos. É necessário que o condutor tenha, no mínimo, 16 anos para o caso de veículos com até 250 watts, que alcancem até, no máximo, 25 km/h. Sem a presença de acelerador e com o motor funcionando apenas enquanto o indivíduo estiver pedalando, não será necessária a habilitação e placa.

Mesmo assim, algumas condutas ainda são imprescindíveis, tais como: a utilização de capacete, a instalação de retrovisores, velocímetro, sinalização noturna e buzina. Como é considerada uma variação da bicicleta convencional, será necessário ainda respeitar algumas outras normas compartilhadas, como circular apenas em ciclofaixas, ou em margens das vias, quando a opção anterior não estiver disponível.

Falando de modelos mais poderosos, de combustão e contando com até 25 cilindradas (se for elétrica, com potência máxima de 350 watts), o emplacamento será obrigatório, e será preciso ser detentor da Autorização para Condução de Ciclomotores (ACC), ou da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Além do custo menor, a vantagem de se obter uma ACC é que ela pode ser adquirida em menos tempo, se comparada à outra opção mais tradicional, demorada e cara.

Se as normas acima não forem respeitadas, entre as penalidades previstas, destaca-se a remoção do veículo, multa gravíssima de R$ 574,62, acompanhada de sete pontos para o infrator.

Interesse dos brasileiros aumentou recentemente

Nos últimos anos, os brasileiros demonstraram mais interesse neste meio de transporte. Em 2020, foram adquiridas 32 mil bicicletas elétricas, valor que representa um crescimento de 28,4% quando comparado com o período anterior (2019). As informações foram veiculadas pela Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike).

Sawana Carvalho, diretora-geral do Detran do Acre, ressalta um aviso importante: para a classe de desempenho que não é necessária a CNH, os interessados devem se precaver sobre alguns aspectos:

Agora, é preciso que esse ciclista fique atento e respeite também a velocidade junto às bicicletas comuns, e que também utilize o equipamento obrigatório para todo ciclista, que é o capacete.

 

Sobre o advento deste segmento de bicicletas, Sawana concluiu:

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“É uma vitória dos órgãos estaduais e municipais de trânsito, que beneficiou à população de poder aquisitivo mais baixo, que deixa de ter uma bicicleta comum, para ter uma elétrica, que não é motocicleta”.

Conheça a poderosa e-bike Delfast TOP 3.0

Engana-se quem acredita que estes veículos não estão evoluindo em um ritmo acelerado. Também conhecidas simplesmente como e-bikes, alguns modelos não estão poupando esforços (e nem gastos) para oferecer mais desempenho. Um exemplo é a Top 3.0, da ucraniana Delfast. A máquina consegue alcançar 80 km/h, com uma autonomia de 321 km. O preço? No mercado internacional, pode ser comprada por US$ 6.599 (~ R$ 36 mil).

O sistema de gerenciamento de baterias (localizadas no quadro) por meio de software (e beneficiado pelo hardware repaginado) é um dos diferenciais. Com o aplicativo utilizado no celular, conectado por Bluetooth, é possível também destravá-la, localizá-la remotamente e aproveitar outras funções. O desempenho é dividido em dois níveis: é possível utilizar uma potência equivalente a 1 cv (ou seja, 750 W), mas com uma velocidade de até 32 km/h, para o uso urbano e mais conservador.

Porém, há a possibilidade de alcançar até 5.000 W com o propulsor, viabilizando a velocidade já mencionada anteriormente, de até 80 km/h, para cenários que demandem mais poder. Os pneus são adaptados para todos os tipos de terrenos, com rodas de 19 polegadas, e possui freios regenerativos, farol de LED, e quadro tubular de aço. O peso deste equipamento é de 70 kg, podendo lidar com capacidades máximas de carga de até 120 kg. É válido ressaltar um aspecto fundamental: apesar de ser um veículo diferenciado, está longe de ser acessível para residentes do Brasil, tanto por questões financeiras quanto pela disponibilidade.

(Créditos: delfastbikes.com)

Bicicletas elétricas e a realidade brasileira

Com diversas opções, que oferecem tanto velocidades mais altas quanto modelos mais acessíveis para pessoas que precisam de agilidade para se locomover, mas não dispõem dos recursos necessários para ter acesso às motocicletas tradicionais, as e-bikes podem ser, sim, opções interessantes, desde que todas as obrigações destacadas sejam respeitadas. Se você for um entusiasta, máquinas mais poderosas, como a Top 3.0, estão sendo lançadas em algumas regiões.

Em um período que os preços dos combustíveis estão muito altos, e carros elétricos ainda são muito caros e/ou restritos para os cidadãos brasileiros, optar por uma bicicleta elétrica pode ser muito mais do que uma simples alternativa, podendo representar até mesmo uma nova maneira de o trabalhador desempenhar o seu ofício com mais eficiência e praticidade. E, conforme destacado acima, não só na acessibilidade este segmento se apoia, pois variações com outras propostas podem ser encontradas, caso você tenha condições de absorver os custos.

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Fonte: detran.ac.gov.br, delfastbikes.com, autoesporte.globo.com, summitmobilidade.estadao.com.br, biodieselbrasil.com.br

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