20 imagens incríveis do universo capturadas pelo Telescópio Espacial Hubble
Créditos: Hubble Site

20 imagens incríveis do universo capturadas pelo Telescópio Espacial Hubble

Satélite artificial da NASA está no espaço há mais de 30 anos e já mapeou centenas de milhares de galáxias

O Telescópio Espacial Hubble, da NASA, conseguiu observar a estrela individual mais distante já vista até hoje no universo. O feito aconteceu nesta semana, na quinta-feira (30), permitindo que o telescópio quebrasse seu próprio recorde no reconhecimento de corpos celestes na imensidão do espaço. Segundo cálculos da NASA, Hubble detectou a luz de uma estrela que existiu 900 milhões de anos após o surgimento do universo, no Big Bang — ela está a 28 bilhões de anos-luz de distância e pode ser entre 50 a 500 vezes mais massiva que o Sol do nosso sistema solar.

Já fazem mais de 30 anos que o Hubble está passeando pelo universo para descobrir o que há além da nossa galáxia. O satélite artificial não tripulado foi lançado pela NASA em 24 de abril de 1990 e, até hoje, já conseguiu mapear mais de 265 mil galáxias. O telescópio foi a primeira missão da NASA pertencente aos Grandes Observatórios Espaciais, e permitiu que os humanos pudessem (pela primeira vez) estudar com muito mais detalhes as estruturas do universo até então desconhecidas ou pouco observadas.

Imagens do Universo - Site Oficial do Telescópio Espacial Hubble 

Para celebrar o novo recorde do telescópio Hubble, separamos 20 imagens incríveis capturadas por ele ao longo desses 30 anos de aventura pelo espaço.


"O Legado do Hubble" — Hubble's Legacy (2019)

Este mosaico inclui dados infravermelhos, ópticos e ultravioletas que mostram uma ampla e profunda visão do cosmos. Em 2019, astrônomos coletaram 7.500 imagens tiradas pelo Hubble ao longo de 16 anos de observações, e reuniram 265.000 galáxias no campo conhecido pelo telescópio.

"Uma Estrela Peculiar" — A Most Peculiar Star (2004)

Em 2022, a estrela V838 Monocerotis, localizada na constelação de Monoceros (ou Unicórnio), se iluminou subitamente e depois desapareceu. Os astrônomos voltaram anos depois para observá-la e encontraram uma concha de gás em expansão ao redor dela, indicando, provavelmente, uma explosão que aconteceu.

"Um Agrupamento Enganoso" — A Deceptive Grouping (2009)

A imagem mostra uma ilusão de ótica do Quinteto de Stephan, grupo visual de cinco galáxias localizado na constelação de Pegasus. À primeira vista, parece que cinco galáxias estão em colisão. No entanto, apenas três estão realmente interagindo, e a galáxia brilhante no canto superior esquerdo está sete vezes mais próxima da Terra do que as outras.

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"Galáxia Sombrero" — The Sombrero Galaxy (2003)

A Galáxia do Sombrero (M104) é um dos maiores sucessos do Hubble por conta de seu disco brilhante rodeado por um anel de poeira. É difícil distinguir suas características pois a vemos de lado, mas astrônomos usaram esta imagem do Hubble para identificar 2 mil aglomerados de estrelas dentro e ao redor da galáxia.

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"Soprando Bolhas Estelares" — Blowing Stellar Bubbles (2016)

Todas as estrelas, inclusive o nosso sol, produzem "vento" na forma de partículas eletricamente carregadas pela superfície. A estrela no centro da Nebulosa Bubble (45 vezes mais massiva que o Sol) proporciona um formato e cores magníficas para se observar devido a seu vento em colisão com gases.

"Uma Rosa Galáctica" — A Galactic Rose (2011)

As colisões de galáxias podem parecer violentas, mas são uma das principais maneiras pelas quais as pequenas galáxias se transformam em maiores, à medida que se fundem. E, sem dúvida, as colisões galácticas são lindas. A imagem capturada do par de galáxias Arp 273 mostra a formação de estrelas estimulada pela interação dessas galáxias.

"Nosso Vizinho Galáctico Mais Próximo" — Our Next-Nearest Galactic Neighbor (2019)

A Via Láctea é uma das três grandes galáxias do pequeno aglomerado conhecido como "Local Group". As outras duas são Andrômeda (a maior do grupo) e Triangulum (M33), uma pequena espiral que está rapidamente criando novas estrelas, o que intriga os astrônomos.

"Nebulosa da Tarântula em Infravermelho" — The Tarantula Nebula in Infrared (2014)

A Grande Nuvem de Magalhães é a maior galáxia satélite da Via Láctea e abriga a Supernova 1987A. É também o lar da enorme região de formação de estrelas conhecida como a Nebulosa da Tarântula, capturada pela câmera infravermelha do Hubble. A imagem mostra 800 mil estrelas e protoestrelas dentro da região.

"Pinguim Cósmico" — A Cosmic Penguin (2013)

As duas galáxias que compõem o Arp 142 colidiram, e suas gravidades acabaram montando uma forma semelhante a um pinguim galáctico. Este pinguim já foi uma galáxia espiral como a nossa, mas o encontro alterou sua forma e impulsionou a produção de novas estrelas.

"Galáxia Cata-vento do Sul" — The Southern Pinwheel Galaxy (2014)

A Galáxia Southern Pinwheel (M83) é uma galáxia espiral "floculenta", o que significa que seus braços espirais parecem felpudos graças às grandes quantidades de gás e poeira que contêm. Esta imagem em alta resolução revela os processos de formação de estrelas e cavidades onde as estrelas explodiram em supernovas.

"O que é mais profundo que profundo? Ultra Profundo" — What's Deeper than Deep? Ultra Deep (2004)

Em uma missão para observar o universo profundo, o Telescópio Espacial Hubble observou um pedaço relativamente vazio do céu por aproximadamente 1 milhão de segundos (quase 12 dias completos). Essa exposição mais longa revelou 10 mil galáxias, incluindo algumas das mais distantes já descobertas.

"Um Anel de Matéria Brilhante" — A Ring of Bright Matter (2013)

A Nebulosa do Anel fica a 2.300 anos-luz da Terra, na constelação de Lira. Neste ângulo, a captura revela um ponto branco no centro da nebulosa. O ponto se trata de uma anã branca, que é o remanescente estelar do núcleo da estrela original.

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"Um redemoinho galáctico" — A Galactic Whirlpool (2005)

A Galáxia do Redemoinho (M51) é, como o nome já indica, uma galáxia espiral bem definida. Ela possui estrelas azuis brilhantes e nuvens cor de rosa (região onde novas estrelas estão se formando). As interações gravitacionais com a galáxia menor provavelmente impulsionam essa formação estelar mostrada no lado direito da imagem.

"A Supernova nos arredores galácticos" — A Supernova in the Galactic Outskirts (1999)

A luz brilhante no canto inferior esquerdo da imagem é a Supernova 1994D, nos arredores da galáxia NGC 4526. É uma supernova classificada como "Type Ia", uma explosão de uma anã branca. Os astrônomos usam supernovas do Tipo Ia para medir a expansão do universo, já que elas são brilhantes o suficiente para serem vistas a bilhões de anos-luz de distância.

"Uma Vela Cósmica Cintilante" — A Flickering Cosmic Candle (2013)

A RS Puppis é uma estrela variável cefeida (estrelas envelhecidas que pulsam, com flutuações previsíveis em sua luz) a cerca de 5.577 anos-luz da Terra. É uma das maiores e mais brilhantes cefeidas conhecidas da Via Láctea.

"Nebulosa Cabeça de Cavalo em Infravermelho" — The Horsehead Nebula in Infrared (2013)

A Nebulosa Cabeça de Cavalo na constelação de Órion é uma das regiões mais populares para ser observada por quem tem telescópios em seu quintal. Esta imagem infravermelha do Telescópio Hubble mostra estrelas recém-nascidas escondidas dentro do gás da nebulosa.

"Ecos de uma explosão" — Echoes from an Explosion (2010)

No início de 1987, os astrônomos detectaram um novo ponto de luz brilhante na galáxia próxima na Grande Nuvem de Magalhães. O ponto foi catalogado como Supernova 1987A, a explosão de uma estrela massiva e a supernova mais próxima dos tempos modernos. Os astrônomos conseguiram rastrear os efeitos posteriores da explosão na imagem capturada pelo Hubble, que mostra bolhas de matéria em expansão explodindo para longe, produzindo pontos de luz na região próxima onde o material colidiu com aglomerados de gás.

"Galáxias em Colisão" — Galaxies in Collision (2010)

As Galáxias Antenas são um par de galáxias em processo de colisão, um processo lento que leva centenas de milhões de anos. Esta imagem combina capturas dos Grandes Observatórios da NASA - Hubble (luz visível), Spitzer Infrared Observatory (infravermelho) e Chandra X-ray Observatory (raios-X).

"Nebulosa da Águia em Infravermelho" — The Eagle Nebula in Infrared (2015)

O gás denso e a poeira da Nebulosa da Águia são opacos à luz visível, mas transparentes ao infravermelho. A visão infravermelha do Hubble dos Pilares da Criação revela que eles estão abrigando estrelas muito novas envoltas em gás.

"O Rei dos Planetas" — The King of Planets (2017)

Esta imagem de Júpiter capturada pelo Hubble em 2017 faz parte de um programa do telescópio para mapear as mudanças nas atmosferas dos planetas gigantes exteriores. Em particular, os astrônomos estão observando a forma como a famosa Grande Mancha Vermelha de Júpiter está encolhendo.

Qual sua imagem capturada pelo Telescópio Espacial Hubble preferida? Nos conte nos comentários!

Fonte: Stacker
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Mariela Cancelier

Mariela é jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina e gosta de jogos de luta e MOBAs. Atualmente é redatora e roteirista de tecnologia para o Mundo Conectado.

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