NFC: entenda como funcionam as tags e leitores

O funcionamento base do NFC não precisa de uma tecnologia muito complexa

NFC: entenda como funcionam as tags e leitores
Créditos: Qoo10

Já conhecemos a tecnologia NFC há algum tempo - ela permite a transferência de dados entre dois dispositivos próximos sem necessidade de fios. No geral, não é uma tecnologia tão complexa - você tem dispositivos de leitura eletrônica que permitem a leitura de dados de várias tags NFC. E é o funcionamento desse processo que vamos explicar nesse post.

Câmeras digitais e fones de ouvido, por exemplo, têm tags NFC incorporadas que você pode tocar para iniciar rapidamente uma conexão com o dispositivo. Essas tags existem em uma variedade de tamanhos e formas.

25/04/2018 às 19:34
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No geral, a base de entendimento de tags e leitores NFC não trabalha com uma tecnologia muito complexa. Eles consistem em uma fina bobina de cobre e um pequeno espaço de armazenamento em um microchip. A bobina permite que a etiqueta receba energia sem fio do leitor NFC por meio de um processo conhecido como indução eletromagnética. Quando a tag estiver energizada, é aí que são transmitidos os dados. Um extra para esse processo seria a criptografia dos dados.

Nesse processo básico, surgem os mais diversos usos do NFC, como chaves magnéticas, cartões de crédito por aproximação, os adesivos mais simples, entre outros.

A maioria das etiquetas NFC segue o padrão ISO 14443 para transmissão de dados sem fio baseada em proximidade. Existem cinco subtipos: as tags de tipo 1 são as menos avançadas, pois são capazes de armazenar menos de um kilobyte de dados. Isso significa apenas algumas centenas de caracteres de texto, como uma URL ou senha de wi-fi. As velocidades de transferência também não são particularmente boas, em torno de 100 kbps. As tags NFC tipo 5, para comparação, são capazes de conter 32 KB na memória.

É válido comentar também que o NFC pode facilitar a transferência bidirecional de dados. Isso permite que seu telefone ou tablet, por exemplo, emule uma etiqueta NFC incorporada como as usadas para pagamentos sem contato. 

Falamos até então da parte passiva do processo, ou seja, as tags. Do outro lado, temos os leitores, que precisam de uma fonte de energia para passar uma corrente elétrica através de uma bobina própria. Isso gera um campo magnético alternado. Trazer uma etiqueta na faixa deste campo magnético resulta em conexão indutiva entre as duas bobinas.

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Uma vez que as duas bobinas estão conectadas, uma técnica conhecida como codificação Manchester é usada para determinar os valores binários (zeros e uns) dos pulsos eletromagnéticos. Finalmente, esses valores binários são convertidos em texto legível por humanos.

E assim, pode surgir um pop-up no seu celular com uma aba de navegador, ou a sua porta vai abrir ou ainda será feito um pagamento. Seguindo o que o Android Authority fala, ss terminais de pagamento sem contato são talvez os leitores NFC mais amplamente disponíveis. Gateways de acesso de transporte público estão em segundo lugar. Mas, no fundo, todos funcionam na mesma base.

Via: Android Authority

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