O que é o eVTOL: entenda o conceito de táxi aéreo que vai mudar a mobilidade urbana

No Brasil, a Gol e a Azul têm acordos para receber seus primeiros eVTOLs a partir de 2025

O que é o eVTOL: entenda o conceito de táxi aéreo que vai mudar a mobilidade urbana
Créditos: evtol.com

O eVTOL é um misto de carro voador e helicóptero elétrico que planeja revolucionar a mobilidade urbana. Empresas como Toyota, Hyundai, Airbus e Bell, por exemplo, já estão investindo na tecnologia. Várias startups pelo mundo também estão trabalhando nessa ideia e, no Brasil, as companhias aéreas Gol e Azul e a fabricante de aeronaves Embraer já anunciaram planos envolvendo os chamados eVTOLs. Mas afinal, o que é um eVTOL? É isso que explicaremos neste artigo.


O conceito de aeronave eVTOL surgiu em 2009, quando um vídeo do conceito NASA Puffin eVTOL se tornou viral, apresentando uma representação de conceito de uma única pessoa e o conceito em vôo.

Ainda não se chegou a um consenso sobre como chamar o eVTOL, já que não se assemelha a um carro e tem algumas boas diferenças quando comparado a um helicóptero. O nome do táxi aéreo elétrico é uma junção de siglas em inglês para o que esse transporte voador se propõe: um veículo movido a eletricidade (e, de electric) que decola e pousa verticalmente (VTOL, de vertical take-off and landing).

Ele usa energia elétrica para pairar, decolar e pousar verticalmente, através de 10 motores elétricos (8 para voar e 2 para fazer a propulsão no ar),  e teriam algumas vantagens sobre os helicópteros, por exemplo, por serem mais sustentáveis, seguros e silenciosos. Em voo, os eVTOLs não emitem gases causadores do efeito estufa e os sistemas de automação dos táxis aéreos em desenvolvimento resultam em uma necessidade mínima de intervenção humana. No entanto, os eVTOLs não serão veículos de uso pessoal nem poderão ser pilotados por qualquer um.

O infográfico abaixo, produzido pelo G1, explica visualmente como os eVTOL se diferenciam dos helicópteros e aviões elétricos. Primeiramente, um eVTOL possui mais rotores que um helicóptero, e menores. Isso já é considerado um nível a mais de segurança, visto que se um rotor acabar estragando em uma viagem, existem vários outros para "segurar o problema no ar". Muitos projetos também funcionam sem asas. Os multicópteros geralmente usam braços radiais para hospedar os motores / hélices. Outra diferença é que não necessariamente o eVTOL usa asas fixas e tem foco em viagens curtas

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A maioria dos protótipos até agora tem capacidade para poucos passageiros. Falando no projeto da Embraer, seriam cinco passageiros e um piloto em um primeiro momento. Os planos das startups mais adiantadas no desenvolvimento dessas aeronaves é oferecer rotas de até 100 km, mais ou menos. Os eVTOLs, assim, decolariam dos chamados "vertiportos".

12/06/2021 às 18:30
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Algumas empresas planejam utilizar a infraestrutura já existente nas cidades em um primeiro momento e depois construir seus próprios vertiportos, enquanto outras companhias foram criadas justamente para montar e operar vertiportos compartilhados. A ideia é que, no futuro, casa bairro tenha um vertiporto para criar uma conexão entre bairros e cidades, quase como terminais de ônibus ou estações de metrô, mas voando.

Do ponto de vista tecnológico, o principal desafio diz respeito às baterias dos veículos. Mas, a princípio, como já foi comentado, os eVTOLs são pensados para viagens de curta distância na mesma cidade ou em cidades próximas. 

Alguns dos usos civis para os eVTOL incluem:

- Táxi Aéreo
- Assistência médica
- Delivery
- Uso militar

 

A estimativa é que em alguns anos o preço de um voo de eVTOL entre Manhattan e o aeroporto seja o mesmo de um táxi ou um Uber. A AESA, órgão da União Europeia que regula a aviação comercial, espera que os primeiros voos comerciais desse tipo aconteçam em 2024 ou 2025.

No Brasil, a Gol e a Azul têm acordos para receber a partir de 2025 seus primeiros eVTOLs, que serão produzidos por empresas europeias. A Embraer, por sua vez, promete entregar sua versão da aeronave para clientes a partir de 2026.

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Fonte: G1, Evtol

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