Entenda as regras para levar drones e baterias em viagens de avião

Entenda as regras para levar drones e baterias em viagens de avião

Respondemos essas perguntas e outras envolvendo gadgets e baterias nesse artigo

Com a popularização dos drones, muitos usuários se questionam sobre as restrições para levar essas "aeronaves" em viagens que envolvem trajetos aéreos. O motivo principal das restrições não são pelo "drone" em si, mas especialmente pela questão das baterias. Essa dúvida também vale para uma série de outros dispositivos eletrônicos.

Nesse artigo vou dar algumas dicas sobre esse assunto, o que você deve levar em consideração quando pretender viajar e levar um drone, câmera, power bank ou outro gadget. De antemão, já esclareço que ao menos nesses exemplos tudo está relacionado as baterias e não ao gadget em si! Sendo assim, você não deve se preocupar com o fato de estar levando um "drone", mas sim por ele possuir uma bateria. Ela é o X da questão.

Qualquer dispositivo com bateria deve ser levado na bagagem de mão

Todas as restrição relacionadas à baterias em aviões tem como base os problemas já relatados pelos equipamentos. Isso se refere a quando elas acabam apresentando algum defeito e "explodem". Quem não lembra do famoso caso do Galaxy Note 7? O smartphone apresentou um problema com baterias "explodindo" na semana de seu lançamento oficial, forçando um recall mundial pela Samsung em um dos casos mais emblemáticos da história nesse aspecto. Esse problema poderia facilmente ter quebrado uma empresa, o que não ocorreu devido a força que a Coreana tem no mercado. Existem uma série de outros produtos que apresentam problemas parecidos, em grande parte por estarem associados a má qualidade de construção. Os famosos hoverboards, estão entre os gadgets mais recentes que são proibidos em aviões, os "skates elétricos" não podem ser levados nem na bagagem e muito menos na despachada.

As considerações desse artigo valem tanto para voos nacionais como internacionais

O que é permitido levar

Primeiro vamos esclarecer um ponto importante, a regra básica é: "Não é permitido despachar baterias dentro de malas". Sendo assim, o que você deve fazer é levar junto na mala de mão (mochila/bolsa/etc). O motivo? caso aconteça qualquer eventual problema com a bateria, o acesso e ação para evitar um problema maior é mais rápido. Algo que não poderia ser feito caso as baterias estivessem com as malas despachadas, que ficam em um compartimento embaixo no avião.

Além desse quesito, tem limitações de capacidade e quantidade de baterias que podem ser levadas junto com um passageiro dentro de um avião. Além, é claro, da quantidade de peso permitida na bagagem de mão. Segue abaixo as informações que devem ser consideradas:

- Baterias de até 100 Watts hora podem ser levadas em qualquer quantidade para uso próprio
- Baterias com carga entre 100 e 159 watts hora, no máximo 2 unidades por passageiro
- Baterias com carga acima de 160 watts hora não é permitido levar em aviões

As baterias mais recentes trazem a informação da quantidade de Watts hora, porém os modelos antigos podem não ter essa informação disponível.

Abaixo está o exemplo com uma foto da bateria do drone Mavic Air. No destaque em amarelo há a informação sobre as especificações da bateria que possui 27.43 Watts hora e 2375 mAh (capacidade). Caso a bateria não tenha a informação de Watts hora, você deve fazer o cálculo. Para isso, é necessário pegar a amperagem (mAh) e multiplicar pela tensão nominal (V) que está destacada em vermelho.

Novamente, no caso da bateria do Mavic Air, o calculo ficaria:
2.375 (amperagem) x 11.55 (tensão nominal) = 27.43 (Watts hora)

Experiência prática

Em nossa viagem fotográfica para a Islândia, levei um Mavic 2 Pro com 3 baterias, mas também vários outros gadgets eletrônicos, como o próprio controle do drone. Entre os equipamentos que levei tinham dois smartphones, duas action cams, um gimbal e uma powerbank. Mencionando apenas os que possuem uma bateria associada. Na foto abaixo é possível ver a quantidade de "tralhas" tecnológicas que levei junto, mas apenas o que tinha bateria foi em cima, na bagagem de mão. Algo que faria mesmo se pudesse despachar, ao menos para o que for mais caro, vai saber não é?

Saímos do aeroporto de Floripa para Guarulhos em São Paulo, depois para Londres e posteriormente para a Reykjavic, capital da Islândia. Fizemos o mesmo trajeto na volta. Em nenhum momento tivemos questionamento sobre qualquer um dos componentes, tirando o notebook, esse sim era o único que tinha que deixar exposto fora da mochila todas as vezes. Em alguns momentos cheguei a informar que tinha um drone e baterias em uma bolsa com as action cams, gimbal e powerbank, mas falaram que não tinha nenhum problema, sequer abriram.

Uma coisa que fiz para ficar mais tranquilo pela quantidade de produtos que levava foi "esvaziar" todas as baterias deixando elas sem carga. Isso porque se em algum momento fosse questionado por ter muita baterias, poderia mostrar que estavam descarregadas e não seria um problema. Mas, no final das contas em nenhum dos aeroportos e fiscalizações fui parado, ou falaram qualquer coisa a respeito. Certamente, fotógrafos profissionais levam uma quantidade bem maior de equipamentos e, minha preocupação foi mais pela inexperiência e porque queria evitar que algo ficasse retido e complicasse a proposta de viagem, que era capturar tudo que fosse possível da Islândia pelas lentes de vários gadgets.

Lendo relatos pela internet existem situações onde algum fiscal pode achar algo estranho ou mesmo estar em um dia ruim, onde detalhes como das baterias sem carga ou mesmo do conhecimento das leis pode ser importante. Isso especialmente porque em alguns locais os gadgets mais recentes podem gerar dúvidas pela desinformação sobre a legislação que eles se encaixam.

Cada país tem uma legislação para drones

Se tratando de drones, é importante se informar sobre a legislação do país que está visitando, já que elas podem ser diferentes das aplicadas no Brasil. Aliás, temos um artigo bem completo explicando todo o processo para voar com um drone dentro das leis brasileiras.

Novamente, citando a Islândia como exemplo, em vários dos locais em que estivemos, os drones eram proibidos. Por ser um país muito visitado por amantes de fotografia, drones são bastante comuns e vários dos pontos turísticos possuem placas destacando as regras relacionadas a esse gadget. Diferente do que acontece no país em que estivemos, há lugares em que as restrições não ficam bem visíveis e um rápido voo pode gerar uma baita incomodação. O recomendado é dar uma pesquisada antes, afinal ninguém quer estragar a viagem ficando com algo retido, pagando uma multa ou talvez até algo ainda pior.

Um dos grandes problemas está relacionado ao potencial que um drone tem para capturar imagens em locais não autorizados, temos dezenas de casos de problemas com pessoas que acabam enfrentando problemas por voar com drones em locais não permitidos, sabendo ou não da restrição como nesses dois casos: "YouTuber é preso por tentar invadir Área 51 com amigo" e "Casal australiano é preso no Irã após voo ilegal com drone".

Espero que essas informações ajudem quem tem dúvidas sobre viajar com gadgets, especialmente drones e outros que possuem bateria. O mais indicado será sempre se informar sobre as regras, a mais básica de todas é nunca levantar um drone em áreas urbanas com alta concentração de pessoas, além é claro próximo de locais como aeroportos, órgãos federais entre outros.

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