Análise: Xiaomi Black Shark - Xiaomi começa bem no segmento de smartphones gamer

Análise: Xiaomi Black Shark - Xiaomi começa bem no segmento de smartphones gamer

Smartphone gamer da Xiaomi chama mais atenção pelo sistema do que pelo hardware

O Xiaomi Black Shark é o smartphone da Xiaomi voltado pra galera que adora jogar em dispositivos móveis. Suas características técnicas não são tão diferentes de outros dispositivos topo de linha, então será que vale a pena a importação pelos diferenciais voltados para os jogos? Confira nossa opinião na review!

Links de compra:
- Modelo de 6GB+64GB por R$ 1.834 (US$472,66)
- Modelo de 8GB+128GB por R$ 2.658 (US$685,17)

Preços

Preço no lançamentoU$ 499,99 01/08/2017R$ 4.999,00 15/03/2018R$ 4.399,00 22/08/2017R$ 2.499,00 17/07/2018
Preço atualizadoR$ 1.824,00 18/10/2018R$ 2.900,00 18/10/2018R$ 2.800,00 18/10/2018R$ 2.550,00 18/10/2018

Ficha Técnica

FabricanteXiaomi Samsung Samsung ASUS
Site oficialLinkLinkLinkLink

Display

Tamanho5,99 polegadas5,8 polegadas6.3 polegadas6,2 polegadas
Resolução1080 x 2160, 403 ppi 1440 x 2960, 570 ppi 1440 x 2960, 521 dpi 2246 x 1080, 402 ppi
TecnologiaIPS LCD Super AMOLED Super AMOLED IPS LCD
ProteçãoCorning Gorilla Glass 5 Corning Gorilla Glass 5 Corning Gorilla Glass

Câmera

TraseiraDupla 12MP + 20MP 12MP Dual Pixel 12MP e Telefoto 12MP Dual, 12 + 8 MP
Vídeos2160p @ 30fps 3840 x 2160 (4K) em 60fps 2160p 30 fps 4K@30 FPS, 1080p@120 FPS
Frontal20MP 8MP 8MP 8 MP
DetalhesTraseira 12 MP, f/1.8, 1.25µm, dual pixel PDAF + 20 MP, f/1.8, 1.0µm, AF, 2x optical zoom Abertura variável f 2,4 e f 1,5 na câmera principal, estabilização óptica e autofoco laser f/1.7, 26mm, 1/2.5", 1.4µm, dual pixel PDAF, OIS + f/2.4, 52mm, 1/3.6", 1µm, AF, OIS, 2x optical zoom Abertura de f/1.8m wide angle de 120º

Especificações

Sistema OperacionalAndroid 8.0 (Oreo) Android 8.0 (Oreo) Android 7 (Nougat) Android 8 (Oreo)
ProcessadorQualcomm Snapdragon 845 Qualcomm Snapdragon 845 ou Samsung Exynos 9810 Snapdragon 835 ou Exynos 8895 Qualcomm Snapdragon 845
Número de núcleos8 8 8 8
Clock2.8 GHz 4x2.7 GHz + 4x1.7 GHz ou 4x2.8 GHz + 4x1.7 GHz 4x2.3 GHz Mongoose M2 e 4x1.7 GHz Cortex-A53 OU 4x2.35 GHz Kryo e 4x1.9 GHz Kryo 4x2.7 GHz Kryo 385 Gold + 4x1.7 GHz Kryo 385 Silver
GPUAdreno 630 Adreno 630 e Mali-G72 MP18 Adreno 530 OU Mali-G71 MP20 Adreno 630
Memória RAM6, 8 GB4 GB6GB GB4, 6, 8 GB
Armazenamento interno64, 128 GB64, 128 ou 256 GB64GB, 128GB GB64, 128, 256 GB
Cartão microSDNÂO até 400GB Até 256GB Até 512GB
Bateria4000 mAh3000 mAh3.300 mAh mAh3300 mAh
Dimensões161,6 x 75,4 x 9,3 mm147,7 x 68,7 x 8,5 mm162,5 x 74,8 x 8,6 mm153x75,7x7,9 mm
Peso190 g163 g195 g155 g
Portas de conexãoUSB Tipo-C USB 3.1 Tipo-C USB Tipo-C USB Tipo-C
REDE4G LTE Sim LTE
Tipo de cartão SIMNano SIM Nano SIM Nano SIM Dual-SIM (Nano-SIM)

Recursos

Leitor de DigitalSIM SIM SIM SIM
ResistênciaNÃO IP68 IP68 NÃO
RadioNÃO NÃO NÃO SIM
Bluetooth5.0 5.0 5.0 5.0
Carregamento sem fioNÃO SIM SIM NÃO
NFCSIM SIM SIM SIM
GPSA-GPS, GLONASS, BDS GPS, A-GPS SIM A-GPS, GLONASS, BDS
ExtrasCompatível com Black Shark Gamepad Sensor de íris, sensor de batimentos cardíacos IP68, S Pen e estabilização óptica nas duas câmeras ZenUI, reconhecimento facial

Design e Tela

A Xiaomi quis mostrar que o Black Shark é um smartphone diferenciado logo pelo visual dele. De frente o aparelho parece "normal", mas é só virar que notamos um design arrojado, cheio de ângulos e linhas "agressivas", que é comum na estética de produtos gamer. Outra coisa bastante popular no segmento é o contraste de cores vivas no preto, usando o verde no caso do Black Shark. O "S" do seu símbolo, inclusive, chega a acender quando você recebe notificações. E mesmo na frente do smartphone, reparando melhor, dá pra notar uma linha verde que aparece quando olhamos de alguns ângulos, destacando o aparelho.

O Black Shark tem um design bem diferenciado

Não vou entrar no mérito do visual ser bonito ou feio, já que estética vai do gosto pessoal de cada um. Digo, no entanto, que considero interessante e positivo que um produto voltado para um segmento diferenciado, para um público específico, tente trazer um design mais único, enfatizando isso. Considero essa "ousadia" um ponto positivo neste caso. E o conjunto de câmeras, levando-se em conta os aclives e declives da traseira do aparelho, acaba não ficando protuberante, algo sempre bem-vindo.

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Talvez até pra não quebrar o design que a Xiaomi se dedicou em fazer diferente na parte traseira do Black Shark, o sensor de digitais vai pra frente do dispositivo. Na frente encontramos também a câmera frontal, sem notch, o que está ficando raro. 

A principal crítica do design está no posicionamento dos alto-falantes. Muitos smartphones high-end e topo de linha colocam os alto-falantes na parte de baixo do dispositivo, meio que para escondê-los. Isso é um problema porque fica muito fácil abafar o som quando seguramos o aparelho na horizontal. Isso já virou um padrão, então geralmente não perco meu tempo criticando em reviews porque não vai mudar, mas no caso do Black Shark eu acho que vale mencionar porque este é um smartphone feito especialmente para ser usado na horizontal, para jogar. É até por isso que ele acompanha um acessório para ser usado assim, então realmente a Xiaomi precisava ter cuidado melhor desse posicionamento das caixas de som.

O aparelho foi feito pra ser usado muito na horizontal, então os alto-falantes ficaram num lugar ruim

Agora vamos falar da tela do aparelho. Temos um display LCD de 5,99'' e resolução FullHD, algo que não exatamente impressiona em seu segmento de preço. É uma tela bonita, com ótimo poder de brilho, mas isso já é mais do que esperado quando investimos mais de R$ 2.000 num smartphone. O Black Shark conta com ótimos recursos, então parece que foi no display que a Xiaomi economizou para manter um preço agressivo em seu smartphone gamer.

*O acessório de controle está conectado na ponta errada do aparelho nas fotos.

Performance

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Claro que este é um dos aspectos mais importantes de um smartphone que se considera gamer, se não for O mais importante. E aqui o Black Shark não decepciona. O Snapdragon 845, atualmente, é o processador mais poderoso disponível para dispositivos Android, então o aparelho já começa certo aí. Aliando-se a isso temos 6GB ou 8GB de RAM (nosso modelo é o de 8GB), garantindo ótima performance e navegação tranquila entre diversos apps abertos. O Black Shark não encontrou problemas para rodar jogos em 3D pesados como o PUBG, que sempre testamos aqui e, possivelmente, um dos grandes motivos, junto com Fortnite, para a onda de smartphones gamer que estamos vendo chegar.

Uma performance topo de linha que roda qualquer jogo

E claro que, sendo capaz de rodar jogos sem dificuldade, outros apps são mais tranquilos ainda. Ele abre a maioria dos aplicativos com tranquilidade e velocidade, sendo possível navegar pelas suas redes sociais sem demora. Aproveitando a ótima performance do Black Shark você pode, também, abrir dois apps ao mesmo tempo em tela dividida, sem engasgos, travamentos ou espera. Pra uma análise mais completa e detalhada da performance do Black Shark, confira o post no Adrenaline.

Autonomia

A autonomia do Black Shark é interessante, especialmente levando em conta seu segmento. Não é difícil o aparelho durar dois dias ligado e ele garante um dia todo pelo menos, mesmo com um uso mais intenso. Isso é possibilitado por uma bateria com muita capacidade - são 4.000 mAh, mais do que seus concorrentes - e, para a autonomia, a tela sem muita resolução acaba sendo vantagem, ajudando a economizar energia.

A bateria acabou sendo um grande destaque no Black Shark

Isso é muito importante porque o aparelho é focado na jogatina, então ele tem que se segurar na autonomia, já que os jogos mais pesados são os que mais consomem bateria. Depois do smartphone ter conseguido aguentar dias inteiros de cobertura na BGS 2018, tenho apenas elogios para sua bateria.

*O uso combinado do AccuBattery aponta pra 3 dias (72 horas) o que é um exagero. O aparelho é bom de bateria, mas não chegou a isso na maioria das vezes.

Câmera

A câmera do Black Shark não fica muito atrás de seus concorrentes, mesmo com o aparelho sendo focado nos games. Talvez ele não tire as melhores fotos do segmento, mas isso não significa de modo algum que elas sejam ruins. As fotos tiradas com o conjunto de câmeras traseiro trazem um ótimo balanço de cores, que deixam paisagens vívidas e destacadas. E mesmo cenas em movimento dificilmente ficam borradas.

Situações de pouca luminosidade sempre são complicadas para smartphones, mas o Black Shark ainda conseguiu um desempenho muito satisfatório:

A câmera frontal dele é bastante competente, com um ângulo abrangente ótimo para fotos em grupo. É uma pena que as regiões fora do foco fiquem bastante "estouradas", mas quem está focado, o que realmente importa, sai bem.

Como já virou padrão, o Black Shark também conta com recurso de embelezamento na câmera frontal:

Na parte de vídeos o smartphone me surpreendeu principalmente pela sua capacidade de captar som, a qualidade do microfone. Só que um comportamento estranho que ocorreu com o vídeo abaixo, que vale ser mencionado, é um ajuste de luminosidade um tanto brusco e desnecessário, que atrapalha bastante o visual do vídeo:

Recursos e Extras

Tem bastante coisa para falar sobre este smartphone na parte de Recursos e Extras, mas nem tanto disso é sobre as modificações no sistema. O Black Shark conta com uma versão do Android que quase não foi mexida. A Xiaomi a chama de Joy UI, mas o sistema é quase um Android puro, não vindo nem com os aplicativos extras da fabricante.

Os grandes diferenciais aqui estão nas funções voltadas para games, começando, é claro, pelo "mini-controle" que o smartphone acompanha. Não chega a ser um gamepad propriamente dito, já que ele só vem com uma "metade", o lado da esquerda. É um botão analógico para o movimento, muito útil, e botões auxiliares superiores que raramente são usados nos jogos. Aliás, o maior problema deste acessório não está nele em si, mas no fato de muitos jogos não terem o suporte. O próprio PUBG não funciona com o controle sem usar outros aplicativos e configurações para contornar a falta do suporte, o que não é a experiência ideal. No fim das contas, o controle, apesar de chamar mais a atenção, é muito menos interessante que outro recurso mais discreto do aparelho: o Shark Space.

O controle é interessante, mas o Shark Space rouba a cena nos recursos extras

O Shark Space é um tipo de "modo gamer" para o smartphone. Ele é ativado facilmente com um botão físico, que fica do lado esquerdo do Black Shark, e muda toda a interface. A exibição fica travada na horizontal e seus jogos são imediatamente mostrados na tela, em forma de catálogo. É bem mais fácil acessar os games e as configurações voltadas pra isso, inclusive do controle. É possível também escolher suspender o recebimento de chamadas e mensagens quando você entra no Shark Space, para nem ser interrompido durante sua jogatina. Um recurso muitíssimo bem-vindo e que se encaixa perfeitamente na proposta deste aparelho!

Conclusão

O Black Shark é uma opção bastante interessante, mas é um smartphone de nicho. Ele tem um valor bastante competitivo, especialmente por trazer um Snapdragon 845, mas pelo investimento que ele exige, e levando em conta que o dispositivo precisa ser importado, é difícil recomendá-lo para quem não tem os jogos como prioridade no uso de um smartphone. Com um investimento um pouco maior dá pra conseguir smartphones com a mesma performance com telas muito mais bonitas e câmeras melhores.

Links de compra:

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- Modelo de 8GB+128GB por R$ 2.658

Análise do Black Shark focada em jogos no Adrenaline

Notas: Xiaomi Black Shark
Design
9,0
Tela
7,5
Performance
10,0
Autonomia
9,0
Câmera
8,5
Preço
8,5

Ao mesmo tempo, se a pessoa gosta tanto de jogar ao ponto de comprar um aparelho por quase R$ 2.000 por causa desse foco, talvez fosse melhor investir de uma vez num console portátil. Por mais que os games mobile tenham evoluído, eles ainda focam numa experiência mais casual, de passatempo apenas. Estamos num momento de transição, em que a popularidade dos jogos vai impulsionar a criação de mais smartphones voltados para gamers mobile, e a popularidade desses aparelhos vai incentivar a criação de jogos que aproveitem melhor suas capacidades. 

O segmento de smartphones gamer está apenas começando, e o Black Shark já se mostra uma opção muito interessante

Por enquanto, quem se interessar pelo Black Shark tem que estar ciente de suas limitações. Mesmo sendo um produto de nicho, o smartphone ainda oferece excelente performance, uma câmera muito boa, uma interface leve e sem "bloatware", além de recursos exclusivos como o Shark Space, que tornam o dispositivo, no mínimo, muito diferenciado.

Links de compra:
- Modelo de 6GB+64GB por R$ 1.834 (US$472,66)
- Modelo de 8GB+128GB por R$ 2.658 (US$685,17)

Nota

9,0

Prós

  • Design diferenciado
  • Performance topo de linha
  • Recursos exclusivos como o Shark Space
  • Câmera competente
  • Excelente autonomia

Contras

  • Tela abaixo do padrão no segmento
  • Posição dos alto-falantes
  • Falta de fones de ouvido na caixa
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