Análise: Xiaomi Mi Band 3 [+update]

Análise: Xiaomi Mi Band 3 [+update]

Vestível segue imbatível como a melhor opção de entrada do mercado (quando traduzirem para o português)

[+update]: Publicamos a análise da Mi Band 4, nova versão da famosa smartband da Xiaomi. Para conferir clique aqui.

[+update]: A Mi Band 3 recebeu recentemente uma atualização que inclui a língua portuguesa. Apesar de ser o português de Portugal, já melhora em muito a usabilidade para os consumidores brasileiros. A Mi Band 3 com NFC, porém, ainda não recebeu essa novidade, como podem ver nesse lado-a-lado dos dois modelos:

[+texto original]: Mi Band é uma linha muito popular de vestíveis da Xiaomi com foco em rastreamento de exercícios e outras funcionalidades adicionais. A Mi Band 3 traz aprimoramentos como um display mais amplo e com mais resolução, maior resistência à água e em algumas versões até mesmo compatibilidade com o pagamento via NFC.

Link de compra da Xiaomi Mi Band 4
Link de compra da Xiaomi Mi Band 3

Veja também nossa análise da Honor Band 4

Especificações principais:

- Tela OLED de 0,78 polegadas sensível a toques, resolução 128x80 pixels
- Resistência de até 5 ATM
- Bateria de 110 mAh e estimativa de até 20 dias de autonomia
- Compatível com Android e iOS
- Materiais: plástico (mostrador) e TPU+TPE (pulseira)
- Bluetooth 4.2
- Sensor de batimentos cardíacos, pedômetro

Análise em vídeo

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Funcionalidades

A Mi Band 3 atua como uma pulseira inteligente de entrada, trazendo um conjunto de sensores que possibilitam monitorar suas atividades diárias como práticas de exercícios, momentos ativos do dia e também horas de sono e repouso. Com ela é possível "gameficar" sua rotina, buscando melhorar quanto tempo você dorme, ou tentado queimar mais calorias, por exemplo.

A Mi Band 3 ganhou um display maior e consegue mostrar mais informações

A Band 3 avança em outras funções adicionais graça a seu display maior, e agora ela gerencia e exibe de forma mais eficiente as notificações. Enquanto a Mi Band 2 apenas mostrava algo bastante básico, como o ícone de qual aplicativo recebeu uma notificação e algo como o telefone ou contato que está se comunicando, a Band 3 consegue mostrar até 4 linhas de texto com possibilidade de deslizar mais três telas, o que torna viável ver ao menos parte da mensagem que chegou.

 

Não é fácil ler uma mensagem nessa telinha

A resolução do display ainda é insuficiente para mostrar mensagens de forma confortável

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Isso, porém, é insuficiente para uma leitura confortável da mensagem. O display é pequeno demais e muitas vezes não cabe nem sequer uma palavra completa em uma linha, formando um texto cheio de quebras e bem truncado. Algumas notificações, como grupos de WhatsApp, acabam tomando toda primeira tela com o nome do app, o grupo e o contato que enviou a mensagem, precisando girar para a segunda tela para conseguir enfim começar a ler a mensagem. Isso praticamente dificulta usar a Band para uma "olhadela rápida" na notificação que chegou. Você acaba se obrigando a ver no smartphone para ver claramente o que foi que chegou.

Design

A Mi Band 3 mantém a simplicidade da linha, com uma pulseira de borracha fazendo a fixação do gadget no pulso e uma cápsula onde realmente ficam os sensores, bateria e demais componentes da vestível. É bem fácil retirar a cápsula e colocá-la na pulseira que vem na caixa ou mesmo em outras que você comprar no futuro, e algo muito legal da Mi Band é que devido a sua popularidade há uma boa quantidade de pulseiras feitas por diversas empresas e com diversos visuais diferentes, desde modelos mais simples até materiais mais refinados como couro ou metal.

Um ponto negativo é que a capsula ficou mais protuberante, ficando mais exposta fora da tira de borracha da pulseira, algo que aumenta o potencial de riscos na tela. Outro fator que não me agrada é o carregador. É preciso retirar a cápsula para fixá-la no carregador. Outros gadgets fazem o carregamento por indução ou possuem docks mais práticos, mas felizmente esse inconveniente não é frequente, já que se passam vários dias entre cargas da Mi Band 3.

Agora a Mi Band 3 encara ser mergulhada na água

O aumento da resistência à água trouxe uma nova capacidade para a Mi Band. Enquanto as versões anteriores podem ser molhadas, seja numa eventual chuva ou suor em atividades físicas mais intensas, o aumento para 5 ATM de resistência viabiliza manter a Band mesmo quando você mergulhar na água, então agora dá para usar a pulseira da Xiaomi para monitorar suas braçadas. Infelizmente, porém, a Xiaomi não inclui no app de rastreamento de exercícios um modo natação, então não dá para gerar relatórios específicos para atividades na água.

Performance e autonomia

Com um display bastante simples, a navegação pelos menus é feita através de gestos de deslizar o dedo na tela e a confirmação é feita com o pressionamento por alguns instantes do "botão" (na verdade é só um desnível na base da tela). É uma navegação que funciona, mas que ao mesmo tempo poderia ser mais ágil, quem sabe com um botão real em uma das laterais.

A Mi Band 3 passa dias, até semanas, sem precisar de uma recarga

 

Na parte de autonomia a Xiaomi promete até 20 dias de duração de bateria, sendo que a experiência pode variar de acordo com o uso da pulseira. Usando a monitoração esporádica dos batimentos cardíacos, notificações fazendo a pulseira vibrar e uso de alguns despertadores, ela passou uma semana chegando a quase duas antes de precisar de uma carga.

App

Apesar de ser possível ver algumas das informações na própria tela da pulseira, é mais confortável ver os relatórios gerados no app, disponível para Android e iOS. Ali é possível verificar a quantidade de passos dada, momentos do dia em que você se movimentou mais e também verificar a frequência cardíaca ao longo do dia.

Outro relatório interessante é  qualidade de se sono, caso você use a pulseira para dormir. Baseado em quanto você se movimenta o app gera relatórios com tempo total dormido e também estimativas de tempo em cada patamar de sono, seja um cochilo mais superficial ou um sono mais profundo. Ele também gera estatísticas interessantes, como comparativo com outros usuários ou mesmo com outros dias de sua rotina.

Diferentes de outras pulseiras como a Gear Fit 2 ou a Garmin Forerunner, a Mi Band 3 não possui GPS embarcado, então você precisará levar o smartphone junto de você se quiser trazer no relatório da atividade coisas como distância percorrida ou o mapa de seu deslocamento. É uma economia natural, já que os modelos da Samsung e da Garmin citados custam consideravelmente mais.

Conclusão

A Xiaomi Mi Band 3 é um excelente vestível de entrada. Com um custo bastante baixo (na casa dos R$ 150), já entrega um nível de interação básica com o smartphone, com alertas para novas notificações e ligações, por exemplo, e também já consegue gerar alguns relatórios de atividade que servem como uma referência para quem quer "gameficar" seus exercícios e usar isso como um incentivo para se tornar mais ativo.

A Mi Band 3 segue como uma das melhores pulseiras inteligentes de entrada

Mas como se trata de um vestível básico, ele também tem suas limitações. A primeira se amplia para todos os gadgets desse tipo: eles não substituem equipamentos profissionais. Se você quer um relatório da qualidade do seu sono, ou medir sua frequência cardíaca em atividades intensas ou qualquer outro indicativo de seu organismo sobre sua saúde, um profissional da área ainda é indispensável para um relatório clínico com maior precisão. Os dados coletados servem como algumas referências, mas não vão substituir os bons e velhos check-ups eventuais com seu médico.

Link de compra da Xiaomi Mi Band 3 na Gearbest

A outra limitação é relacionada a proposta da própria pulseira. Como tem o objetivo de trazer um baixo custo e muita autonomia, o display é um discreto e monocromático OLED de baixa resolução, então há sérias restrições sobre a quantidade de informações que você pode ver na telinha da Band 3. Se quiser ir mais longe, vai encontrar outras opções como modelos da linha AmazFit, porém deixa de ser uma pulseira e passa a ser um relógio, ou aparelhos como a Gear Fit 2, que até segue sendo uma pulseira, mas é bem mais cara, maior e também tem uma autonomia muito menor.

A terceira limitação é relacionada a seu custo. Ela não incorpora GPS embutido ou memória interna para levar suas músicas, então quem pratica corridas terá que levar seu smartphone se quiser monitorar o seu deslocamento e gerar um mapa com a sua atividade. Esse contra é bastante compreensível considerando o baixo custo do produto, e a sua maior simplicidade traz a vantagem de resultar também uma autonomia bem maior que esses rivais.

A Mi Band 3 está devendo uma tradução para o português brasileiro

Um aviso importante: durante nossa análise, a Mi Band 3 ainda não tinha tradução para o português, e colocava o vestível em chinês quando conectado ao celular. Uma solução é configurar seu smarpthone para o inglês, o que faz a band ao menos operar nessa língua estrangeira com caracteres comuns aos nossos. Também dá para usar umas gambiarras, mas o ideal é esperar pela tradução para nossa língua, algo que pode e possivelmente virá através de atualizações de firmware. Ao menos alguma que troque a língua da pulseira para inglês quanto o sistema está em português, já que em chinês fica bem difícil.

Por já trazer algumas funcionalidades interessantes e por seu preço bastante baixo, a Mi Band 3 é o melhor produto para quem está interessado em um vestível e quer algo discreto e que já entregue algumas funcionalidades, sem partir para um smartwatch ou uma pulseira mais cara. A sua grande autonomia também tornam ela atrativa para o consumidor que quer um vestível que não ficará pedindo por carga com frequência.


Nota

9,5

Prós

  • Preço baixo
  • Tela mostra mais informações
  • Capaz de ficar semanas sem precisar carregar
  • Dá até para mergulhar com ela

Contras

  • Difícil ler mensagens nesse display
  • Depende do celular para monitorar uma corrida
  • App não monitora natação
  • Ainda indisponível em português (depende de apps de terceiros para funcionar em inglês)
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Diego Kerber

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego colabora com a Adrenaline na produção de notícias e artigos na coluna "Vida Digital".

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