Análise: Motorola Moto Z3 Play

Análise: Motorola Moto Z3 Play

Aparelho evolui muito o design e aproveita melhor a área frontal

O Moto Z³ Play é um smartphone do segmento intermediário/premium, composto por aparelhos que fazem um balanço entre recursos e preço mais equilibrado que os topo de linha. É um dispostivo que busca uma excelente experiência ao consumidor com um belo design, boa câmera e hardware de bom desempenho, tudo sem chegar aos elevados custos que os modelos premium alcançam.

Esse vem se tornando um dos segmentos favoritos de muitos consumidores justamente por esse bom equilíbrio, trazendo um ótimo dispositivos mas sem custar tanto quanto os aparelhos topo de linha, e por isso vem se tornando uma faixa de preço bem disputada. Será que o Moto Z³ Play faz frente a seus concorrentes? Vejamos no restante da análise.

Preços

Preço no lançamentoU$ 850,00 01/03/2017R$ 2.699,00 22/06/2018R$ 2.299,00 22/06/2018R$ 2.099,00 04/10/2017
Preço atualizadoR$ 2.800,00 04/07/2018R$ 2.000,00 04/07/2018R$ 2.023,00 04/07/2018R$ 1.700,00 04/07/2018

Ficha Técnica

FabricanteSamsung Samsung Motorola Asus
Site oficialLinkLinkLinkLink

Display

Tamanho6,2 polegadas6,0 polegadas6,01 polegadas5,5 polegadas
Resolução1440 x 2960 2220 x 1080 1080 x 2160, 402 ppi 1920 x 1080
TecnologiaSuper AMOLED Super AMOLED Super AMOLED LED
ProteçãoCorning Gorilla Glass 5 Corning Gorilla Glass Corning Gorilla Glass 3 Corning Gorila Glass

Câmera

TraseiraDual 12MP 16MP 12MP + 5MP 12MP + 8MP
Frontal8MP 16MP + 8MP 8MP 8MP
Vídeos2160p 60 fps, 1080p 60 fps, 720p 240 fps 1920x1080@30fps 2160p@30fps, 1080p@60fps 4K@30fps
DetalhesTraseira 12 MP, f/1.7, 26mm, 1/2.5" f/1.7 (traseira) e f/1.9 (frontais) Traseira 12 MP, f/1.7, 1.4µm, dual pixel PDAF + 5 MP, depth sensor f/ 1.8 dual LED

Especificações

Sistema OperacionalAndroid 7.0 (com update para o 8) Android 7.1 Android 8.1 Android 7
ProcessadorQualcommm Snapdragon 835 ou Exynos 8895 Exynos 7885 Qualcomm Snapdragon 636 Qualcomm Snapdragon 630 ou 660
Número de núcleos8 8 8 8
Clockaté 2.35 GHz até 2.2 GHz 1.8 GHz até 2.2GHz
GPUAdreno 540 ou Mali-G71 MP20 Mali-G71 Adreno 509 Adreno 508
Memória RAM4 GB4 GB4, 6 GB4 GB
Armazenamento interno64, 128 GB64 GB64, 128 GB64 GB
Cartão microSDAté 256GB Até 400GB Até 400GB Até 128GB
Bateria3.500 mAh3.500 mAh3.000 mAh3.300 mAh
Dimensões159,5 x 73,4 x 8,1 mm59,9 x 75,7 x 8,3 mm156,5 x 76,5 x 6,8 mm153,3 x 75,2 x 7 mm
Peso173 g191 g156 g165 g
Portas de conexãoUSB Tipo-C 1.0 USB Tipo-C USB Tipo-C USB Tipo-C
REDELTE LTE LTE LTE
Tipo de cartão SIMNano SIM Dual Nano SIM Dual Nano SIM Nano

Recursos

Leitor de DigitalSIM SIM SIM SIM
ResistênciaIP68 IP68 NÃO
RadioNÃO SIM SIM SIM
TV DigitalNÃO NÃO NÃO NÃO
Bluetooth5.0 5.0 5.0 5.0
Infra vermelhoNÃO NÃO NÃO NÃO
NFCSIM SIM SIM SIM
GPSA-GPS, GLONASS, BDS, GALILEO SIM A-GPS, GLONASS, BDS SIM
ExtrasSamsung Pay, Always-on display Samsung Pay, Always-on display Modular, compatível com Moto Snaps

Análise em vídeo

Design

O Moto Z³ Play traz suporte com a modularidade da linha Moto, isso significa que também está "engessado" no formato dos modelos anteriores para ganhar essa compatibilidade. Isso resulta em um aparelho bastante grande em dimensões, algo que não foi aproveitado como poderia em seus antecessores mas que enfim parece ter se resolvido aqui: o Z³ Play faz um uso excelente de sua área frontal povoando ela com uma gigantesca tela de 6 polegadas praticamente sem bordas em torno.

O Moto Z³ Play usa muito bem a área frontal com uma gigantesca tela

Como resultado esse é um dispositivo que vai agradar e muito consumidores que querem um celular com um amplo display, porém torna ele difícil de ser manejado com apenas uma mão, mesmo com suas bordas tão finas em torno da tela e o uso da proporção 18:9 do display. Esse melhor aproveitamento da área frontal é importante e coloca ele em posição competitiva com outros aparelhos do segmento, que também evoluíram nesse aspecto, caso do comparativo abaixo;

Galaxy A8 e Moto Z3 Play

O Moto Z³ Play segue a fórmula que praticamente é norma atualmente no mercado: bordas metálicas e traseira em vidro, algo que se não é original, ao menos é bastante bonito, especialmente nessa cor que recebemos no modelo de testes. Sem espaço na parte frontal para um leitor de digital ele foi migrado para a lateral direita, posicionamento que funciona bem tanto com a mão direita (você pode destravar com o polegar) quanto com a esquerda (dá para colocar o indicador ou dedo médio). Esse posicionamento foi ruim apenas por conta de alguns toques acidentais ao pegar o aparelho, mas a frequência não foi suficiente para causar travamento por excesso de tentativas falhas de desbloqueio.

Um destaque do aparelho é a sua espessura, sendo um dos aparelhos mais finos do mercado, com meros 6,7 milímetros. A contrapartida é infelizmente uma "necessidade": ele tem uma protuberância bastante notável para a câmera, algo que a Motorola precisou incluir para garantir compatibilidade com os Moto Snaps. Para quem não gosta da protuberância da câmera, pode usar algum dos vários Snaps que resolvem isso, como o de bateria ou mesmo aqueles apenas estéticos para tornar o aparelho mais coeso, porém dessa forma ele deixa de ser tão fino. Particularmente a protuberância do sensor não me incomodou, e achei agradável o design fino no uso diário.

Não. Ele não tem P2. Não perca o seu adaptador se for usar fones de ouvido

Com um design tão fino, o Moto Z³ Play continua deixando o conector P2 de fora. Isso significa que você precisa lembrar de carrregar um adaptador, o que é sempre um saco. Outro elemento que não está presente é a caixa de som, que muitos dispositivos alocam a base do aparelho para isso. O Z³ Play tem a caixa de som para as multimídias no topo, na mesma área usada para ouvir as ligações. A vantagem é que o áudio é direcionado para o usuário e não é abafado pela mão mesmo quando você segura o aparelho na horizontal. A desvantagem é que achei o aúdio abaixo da média do que smartphones costumam entregar (que por sinal já é uma média péssima).

Performance

Os aparelhos do segmento intermediário/premium costumam vir equipados com excelentes processadores da serie 600 da Qualcomm, e o Moto Z³ Play não é exceção. Ele vem com o Snapdragon 636, um modelo que tem ótimo balanço entre performance e autonomia, entregando um desempenho consistente para o uso cotidiano.

Ele vem equipado com 4 ou 6GB de memória RAM, ambas são quantidades excelentes para o sistema Android, pois são suficientes para manter uma grande quantidade de aplicativos abertos e prontos para entrar em ação, tornando a alternância entre funções no celular muito eficiente. A memória interna mínima é de 64GB, uma boa quantidade, e é possível colocar um cartão microSD de até 2TB ou comprar uma versão do aparelho com 128GB de armazenamento interno.

O hardware é potente e tem excelente desempenho, com boa quantidade de memória

Ao longo de todo o período de testes o Moto Z³ Play não apresentou sinais de travamentos, e se virou bem mesmo em aplicações mais pesadas como games. Apesar de não entregar o mesmo grau de desempenho que modelos topo de linha, seu nível de desempenho é mais que suficiente para cobrir as demandas da maioria dos consumidores.

Câmera

O Z³ Play vem equipado com duas câmeras traseiras e uma frontal. A dupla de câmeras na parte traseira trazem um sensor de 12MP e outro de 5MP, e a função da câmera adicional é um sensor de profundidade, capaz de fazer alguns truques interessantes. É uma abordagem bem diferente das outras fabricantes que, em geral, dedicam a segunda câmera para trazer um zoom óptico ou uma abertura maior da lente.

A câmera do Z³ Play se sai bem em nossos testes. Entregou cores vivas e boa captura de detalhes. Em cenas mais escuras o software passou um pouco mais de trabalho, principalmente errando a exposição para valores muito excessivos ou usando HDR em momentos não indicados, gerando algumas fotos meio borradas. Comparando com o modelo anterior, notei uma boa evolução nas fotos em locais menos iluminados: mesmo havendo uma clara perda de detalhes e mais granulação na imagem, o resultado final é melhor do que o Z2 Play entregava.

A câmera traseira com o sensor de profundidade faz alguns truques interessantes como o modo cinematográfico, em que gera uma GIF isolando o movimento de apenas um objeto, ou um pós-processamento que isola apenas uma cor da foto. 

A câmera frontal conta com abertura de f/2.0 e 8MP de resolução e entrega bons resultados, inclusive em alguns cenários menos iluminados (mas, obviamente, a perda de qualidade é sensível se o local for escuro demais). Por conta das bordas menores, o flash de LED não está mais presente na câmera frontal e, particularmente, não acho que vai deixar saudade. Os resultados no Z2 Play não eram lá grande coisa.

Mesmo com essa evolução na fotografia, o Z³ Play ainda não faz frente a modelos do segmento high-end, porém não faz feio na disputa do segmento de preço que está inserido. Em situações de baixa luminosidade ele não se sobressai, perdendo bastante definição na imagem, mas os resultados são aceitáveis considerando seu custo.

Autonomia

O design fino do Z2 Play foi criticado por nós no passado, especialmente por ser o sucessor do Z Play, aparelho que era excepcional nesse quesito. O Z³ Play traz uma preocupação adicional: uma tela ampla, algo que potencializa o consumo de energia. O resultado do uso, porém, não foi nada mal:

O  Z³ Play consegue garantir com segurança um dia completo de uso. Mesmo a estimativa de uso com a tela acesa de forma constante é um sólido 8 horas, algo que mostra que o consumidor vai precisar fazer um uso muito intensivo do dispositivo para descarregá-lo. Para quem quer mais autonomia, o bundle que inclui um Snap de bateria pode ser uma boa pedida, mas mesmo sem ele o Z³ já "se defende". 

Adicionais

A linha Moto já se consolidou como um conjunto de aparelhos que não faz modificações intensivas no Android. O sistema traz poucas modificações no design das interfaces, e as poucas mudanças são bem interessantes.

As principais são os Moto Gestos, com um conjunto de funções que acendem automaticamente a tela quando você move o aparelho ou tira do bolso, por exemplo, mostrando notificações, hora e também bateria restante. O movimento de torção do pulso abre rapidamente a câmera, enquanto o balançar ativa o LED como uma lanterna. 

Conclusão

Notas: Motorola Moto Z3 Play
Design
9,0
Tela
9,0
Câmera
8,0
Performance
9,0
Autonomia
8,0
Preço
8,0

O Moto Z³ Play apresentou evoluções consideráveis em relação a seu antecessor. Graças ao melhor aproveitamento da área frontal, o aparelho entrega um display muito maior em um design que não cresceu nas medidas. Apesar de engessar a empresa nesse formato, é louvável ver o comprometimento da linha Moto Z em manter a compatibilidade com os Snaps desde a primeira geração, garantindo que o consumidor que se manter no ecossistema terá esse benefício de manter seus acessórios quando trocar de aparelho.

A fotografia do Z³ Play se mostrou melhor que seu antecessor, entre os destaques há uma melhor captura de detalhes da cena. Quando a iluminação não ajudo, como em fotos noturnas ou em locais mal-iluminados, o Z³ Play não se sobressai, porém ainda entrega resultados decentes. 

Além da modularidade, segue como um grande destaque dessa linha a manutenção de uma interface bem similar a experiência padrão do Android e a baixa quantidade de bloatwares (aqueles softwares que já vem instalados de fábrica no aparelho). Mesmo quando faz as suas mexidas no sistema, a linha Moto se destaca por trazer excelentes funções como a Moto Tela, gestos para abrir a câmera ou acender a lanterna e comandos por voz.

Com custo abaixo dos R$ 2 mil, o Moto Z³ Play é um rival interessante do Galaxy A8+, que também tem tela ampla, hardware de perfil semelhante e design em vidro. Se você não vê problemas em um aparelho um pouco menor e um Android bastante alterado, o ZenFone 4 já aparece por R$ 1,2 mil e traz um perfil de hardware, design e câmera próximos. 

Nota

9,0

Prós

  • Design bonito, bastante fino e leve
  • Bela tela e de grande porte
  • Bom desempenho e boa quantidade de memória
  • Compatibilidade com os snaps

Contras

  • Tamanho dificulta para usar com uma mão
  • Desempenho da câmera em baixa luz abaixo de rivais
  • Caixa de som um tanto fraca
  • Falta melhor estabilização do vídeo
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