ANÁLISE: DJI Mini 2 - Tudo sobre o pequeno drone com ótimas tecnologias

ANÁLISE: DJI Mini 2 - Tudo sobre o pequeno drone com ótimas tecnologias

Drone trouxe gravação em 4K, Distância de controle de 10km e melhor sistema de conexão

Depois do sucesso do Mavic Mini, a DJI lançou a 2ª geração de seu drone pequeno com menos de 250 gramas, agora chamado de Mini 2. O drone DJI Mini 2 chega trazendo importantes melhorias sobre a primeira versão, com destaque para a câmera 4K 30fps, distância de controle com alcance de até 10km, autonomia de voo de 31 minutos, além de um novo controle remoto, o mesmo do Mavic Air 2.

Drone é pequeno e leve, mas com ótimas especificações

 

Por seu tamanho compacto e pouco peso, menos de 249 gramas, aliado as ótimas tecnologias e boa qualidade de gravação, ele é um modelo excelente para quem viaja bastante, inclusive porque em alguns países a legislação para voar com ele será mais branda do que em modelos que pesam acima de 250 gramas, situação compartilhada pelo Mavic Mini.

Site oficial do DJI Mini 2

O lançamento do Mini 2 ocorreu um ano após o lançamento do Mavic Mini, sendo o Mini 2 foi o primeiro drone da DJI com trens de pouso retrateis que "abandonou" o nome Mavic, uma situação bem curiosa, mas que a DJI tem adotado em outros lançamentos, como nos gilbals DJI OM4 e Pocket 2, ambos abandonaram o uso do nome "OSMO", que virou referência mundial em gimbals para consumidores assim como "MAVIC" é para os drones da empresa, e mais recente com o DJI FPV Drone, que passou a se chamar "apenas" FPV Drone, um nome bem popular por se tratar do tipo de produto, mostrando uma estratégia de usar como nome o "conceito" do produto, sem um nome próprio.

Em cenário internacional o drone DJI Mini 2 chegou custando a partir de US$449 dólares, subindo para US$599 no combo Fly More que traz baterias extras, hub de carregamento de multiplas baterias, uma case e alguns acessórios, o mesmo que recebemos. No Brasil o kit Fly More foi o que ganhou mais espaço, e chegou custando a partir de R$7.500, mas como tudo em tecnologias atualmente, ao invés dos preços baixarem, estão subindo, e dessa vez não apenas no Brasil pela variação do dólar, mas em cenário internacional também pela baixa produção e alta demanda de alguns produtos.

Aproveito para agradecer a FlyPro pelo envio do drone por emprestimo para a review. A FlyPro é uma das maiores lojas especializadas de drones do Brasil, revendedora oficial da DJI, com garantia total e suporte completo, recomendamos.

Site oficial da FlyPro

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Nessa análise (review), veremos se o novo pequeno drone da DJI vale o investimento frente ao modelos Mavic Mini, mas também comparado com o Mavic Air de primeira geração e o mais recente Mavic Air 2.


Análise em vídeo

Publicamos a análise em vídeo, mostrando uma série de belas imagens gravadas com o Mini 2. Confiram abaixo:


O que vem na embalagem

O Mini 2 como todos os drones desse perfil da DJI foi lançado em dois pacotes, um mais básico e outro mais completo. Como sempre reforço em minhas análises, sugiro optar sempre pelo mais completo, a diferença é muito válida pelo que ele entrega e também pelo valor, já que comprando tudo que tem de "extra" nesse pacote de forma separada, custa mais caro, sem contar que os famosos pacotes Fly More tem como destaque as baterias extras e o hub de carregamento, ambos importantíssimos na experiência final de uso.

Pacote básico (US$449)
- Drone Mini 2
- Controle remoto
- 1x bateria
- Cabo de conexão (Lightning, USB-C e microUSB)
- Cabo USB-C de dados
- Protetor da câmera
- 3x pares de hélices + chave para fixação
- 2x Sticks extras

Tente sempre optar pelo combo com baterias extras

 

Pacote Fly More (US$599)
- Drone Mini 2
- Controle remoto
- 3x baterias
- hub de carregamento
- Case para todo o kit
- Protetor para hélices do drone quando fechado
- Cabo de conexão (Lightning, USB-C e microUSB)
- Cabo USB-C de dados
- Protetor da câmera
- 6x pares de hélices + chave para fixação
- 2x Sticks extras

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Design, peso, tamanho e força

O design do drone é praticamente idêntico ao do Mavic Mini, com pequenas alterações, mas algumas delas bem importantes. Agora tem um LED na parte frontal, característica que coloca ele dentro de novas regras da legislação americana da FAA, a famosa Remote ID. Esse LED é personalizável, sendo possível encolher a cor dele através do app DJI Fly (ver imagens abaixo quando falo do DJI Fly).

Outro detalhe importante referente ao design, o formato da bateria não é o mesmo do Mavic Mini, logo as baterias do Mini 2 não são compatíveis com as baterias do Mavic Mini.

O peso mudou um pouco, sendo o Mini 2 ainda mais leve do que o Mavic Mini, e apesar de ter impresso na lateral do drone 249g, na verdade ele pesa menos, cerca de 243 gramas com um cartão já conectado.

A velocidade máxima do DJI Mini 2 é de 57Km/h no modo sport, pouco mais de 10Km/h acima do Mavic Mini, e 10Km/h abaixo do Mavic Air 2.

Design praticamente idêntico ao Mavic Mini

Relacionado ao peso e a velocidade, temos outra característica muito importante, o DJI Mini 2 tem as mesmas especificações do Mavic Air 2 em se tratando de resistência ao vento, com selo de "escala 5", o Mavic Mini tinha certificação a "escala 4". Na prática, o Mini 2 consegue voar com ventos mais fortes, uma das maiores criticas que fiz para o Mavic Mini, e que de acordo com alguns relatos nos comentários da minha review dele no Youtube, situação que fez algumas pessoas perder seu drone.

Em meus testes, não achei que ele se saiu igual ao Mavic Air 2, que ainda passa a sensação de ser um drone mais resistente contra o vento, e muito disso está associado aos 570 gramas de peso do Air 2 aliados com motores mais fortes, mas o Mini 2 também trouxe motores mais fortes e dessa forma naturalmente se sai melhor que o Mavic Mini no quesito resistência contra vento. Mesmo voando com ventos fortes, não passei por problemas com vento da mesma forma que o Mavic Mini, mas ainda assim por ele ser muito leve, não custa a atenção com essa situação.

Em nossos testes o peso com cartão e bateria foi de 243 gramas

 

Abaixo uma foto bem interessante com o DJI Mini 2 ao lado de uma lata de Cola-Cola, uma caneta e também do Mavic Air 2, dando a real noção do tamanho dele.


O "novo" controle

O controle agora é o mesmo do Mavic Air 2, que ficou consideravelmente maior. Eu elogiei o controle na review do Air 2, funcionou bem e tem boa "pegada", o fato das antenas ficarem fixas nao é o melhor cenário, mas nao me trouxe problemas com distância de até 4Km, ele tem bateria que proporciona uso com mais de 6 voos o que é muito bom, porém no caso do Mini 2 eu acho que deveria seguir o conceito de compacto do drone.

Entendo que o Mini 2 tem como ideia conceito o "compacto" para aproveitar a questão de legislação, ficando abaixo dos 250 gramas dependendo o país não precisa tanta burocracia para voar, mas ao mesmo tempo o conceito de compacto está diretamente associado a maior facilidade para carregar, e nesse quesito ele tem praticamente o mesmo porte que o Mavic Air 2 no conjunto da obra, leia-se tudo que é necessário para voar. Tanto é que a DJI colocou uma bolsa praticamente idêntica a do Mavic Air 2 no combo Fly More do Mini 2.

Enfim, é um detalhe, mas eu gostaria um controle um pouco menor no perfil antigo, assim como uma case no mesmo conceito do modelo do Mavic Mini. Particularmente acho mais interessante e prática, mas é algo bem pessoal.

É possível usar o controle do Mini 2 com um Mavic Air 2 ou o contrário também

 

Para quem tem dúvidas, é possível usar o controle do Mini 2 com um Mavic Air 2 e visse versa, o processo de sincronização é bastante simples e rápido.


Gravação de vídeos em 4k

Como falei na introdução, o Mini 2 chegou trazendo importantes melhorias quando comparado com o Mavic Mini, duas delas associadas a câmera. A primeira e mais importante é o suporte a gravação de vídeos em resolução 4K e 30 quadros por segundos, associado a um sistema com gimbal de 3 eixos para melhor estabilização da imagem. A resolução 4K virou padrão de mercado em vídeos de alta qualidade, nada mais do que o natural um produto com apelo de vídeos ter suporte para essa qualidade de imagem. O bitrate é de 100 Mbits, considerado bom quando o hardware por traz também é bom, e nisso a DJI sempre se destacou.

Gostei da qualidade que ele grava com boa iluminação, consegui belas imagens que mostraremos na análise em vídeo porém em gravação noturna ele não saiu saiu muito bem, apenas OK, mas já era algo esperado.

Gravação em 4K foi uma das maiores novidades comparado com o Mavic Mini que grava apenas em 2.7K

 

O Mavic Mini suporta "apenas" 2.7K, não é ruim, mas é uma solução incomum e mesmo com bons resultados em upscale, recebeu críticas por não suportar 4K. A DJI argumentou que o motivo do Mavic Mini não suportar 4K estava relacionado ao aquecimento do chip do drone, especialmente porque o resfriamento é feito única e exclusivamente através do ar que circula pelo drone na medida que ele voa, não tem um fan interno como os demais modelos 4K. Já no Mini 2 o chip foi utilizado, e mesmo sem esse fan, foi possível adicionar o suporte a gravação em 4K.

Vale destacar que o Mini 2 inicialmente suportava 2.7K apenas em 30FPS, mas um firmware adicionou suporte a 2.7K 60FPS, interessante para captura de imagens em alta velocidade, como de esportes radicais. O FOV, campo de visão da câmera, é de 83º graus.

Tanto em vídeo como em fotos o aplicativo oferece uma opção de zoom, que apesar de não se destacar pode ser interessante em algumas situações, especialmente porque é possível fazer isso durante o processo de gravação do vídeo. Em 4K o sistema oferece opção de zoom até 2x, em 2.7K até 3x de zoom e em FullHD até 4x de zoom.

Ahhhhh, um detalhe bem importante. Um firmware lançado em janeiro oferece ao Mini 2 a possibilidade de gravação de vídeos trackeados na resolução FullHD, uma função bem legal porque após marcar um objeto na tela do smartphone, desde que faça movimento seguindo linhas sem muitas mudanças bruscas de direção, o drone se responsabiliza em manter o foco no objeto marcado, facilitando a captura de imagens. O Mavic Air 2 tem essa função e era um dos diferenciais dele frente ao Mini 2, que agora traz a função, porém apenas em FullHD, o Air 2 tem até em 4K.


Fotos em até 12MP

O Mini 2 tem um sensor CMOS de 1/2,3 polegadas de 12MP (resolução de até 4000x3000 pixels), com abertura f/2,8. Outra novidade comparado com o Mavic Mini, é que o Mini 2 suporta fotos em RAW(.DNG), imagens em formato interessante para alguns profissionais da área de fotografia, já que esse formato permite um gerenciamento maior na edição das fotos.

A qualidade das fotos é boa quando falamos em captura de dia, com boa iluminação, além de cenas com pouco movimento. Tirei uma série de fotos em diferentes situações, e ele se saiu bem em algumas e não tão bem em outras. Alguns modos de fotos panorâmicas em 180º graus e o modo Sphere (360º graus) vão agradar quem curte imagens diferentes.

Fotos de dia com boa iluminação tem boa qualidade

O suporte para zoom digital é ok, nada de mais, mas facilita a vida de usuários sem muita experiência em edição. Porém o resultado final não tem nada de muito interessante, na pratica, por ser digital o processo é semelhante a dar zoom e cropar direto por um aplicativo. Também não curti as fotos a noite, são bem limitadas, mas como destaquei acima, me incomodou mais as fotos onde algo está se movimentando, como no caso dos golfinhos, não teve nenhuma de mais de 20 fotos que deu para dizer que ficou aproveitável.

Abaixo uma série de fotos tiradas com o DJI Mini 2, sem nenhuma edição, apenas na resolução para tornar os arquivos mais leves:

Fotos com Zoom
Uma das opções que o drone oferece é o Zoom digital, tanem em vídeos como em fotos. Abaixo um exemplo do zoom oferecido no modo de foto:

Fotos a Noite
Ficou nítido que as fotos a noite são bem limitadas, em modo automático até consegui um resultado legal como podem ver, mas não existe margem para melhorar, é bem limitado mesmo nessa situação.

Fotos em movimento deixam a desejar
Tive problema em várias fotos em movimento. Abaixo dois exemplo, um onde eu consegui gravar um cardume de golfinhos, era por volta de 17:00, ainda com boa iluminação natural. Apesar do vídeo ter ficado bom, as fotos ficaram ruins, acima coloquei as melhores, mas várias ficaram como essa abaixo, bem borradas, mesmo quando mantinha o drone parado. O outro exemplo é em cima de uma avenida, com o drone parado e capturando os carros, reparem novamente que os carros ficam borrados.

Fotos originais vs Editadas
Abaixo fiz algumas edições manuais em algumas fotos, mas direto no jpg, se tivesse ativado fotos em formato .DNG teria uma margem maior de controle para edição. A ideia aqui fopi apenas para mostrar como fica a qualidade original das fotos e uma leve amostra do que é possível fazer, mas depende bastante do gosto de cada um.


Quickshots tornam tudo mais fácil

Os modos pre-configurados para captura de imagens já são tradicionais em drones da DJI, e são muito bem vindos em várias situações. 

O Mini 2 trouxe suporte para os modos Dronie, Helic, Rocket, Circle e Boomerang, porem deixou de lado o modo Asteroid, que gera aquela imagem simulando de um "planeta".

QuickShots sempre podem gerar belas imagens, mas faltou o modo Asteroid

 

Esse tipo de função, aliado a outros modos de voos inteligentes como o timelapse, são interessantes por facilitar o processo e gerar imagens complexas para gerar controlando manualmente.


Distância de controle de 10Km

Quem tem um drone Mavic Air, Mavic Mini ou outro drone com tecnologia que sofre interferência mesmo em distâncias não tão longas como 2Km, sabe como é chato as perdas de conexão entre o drone e o controle remoto, isso se da pela tecnologia de transmissão deles, diferente da OcuSync II que faz parte de modelos como o Mavic 2, Mavic Air 2 e agora também presente no Mini 2. Essa tecnologias tem como principais diferenciais proporcionar uma comunicação do drone com o controle com alcance de até 10Km, mas além disso proporciona transmissão de vídeo em qualidade 1080p (FullHD), e um cenário de estabilidade de conexão muito bom.

Na prática, não tem muito sentido, já que o drone sequer consegue muito acima de 5km com tempo de bateria que garanta o retorno ao ponto de partida. Então para ficar claro, talvez ele consiga sim alcance de 10km de distância de controle, se o cenário for favorável em se tratando de vento e interferência, porém os minutos de voo não irão permitir retornar ao ponto de partida, sendo necessário pousar nesse limite alcançado, o que novamente, não tem sentido.

A tecnologia OcuSync 2 do Mini 2é muito melhor em qualidade de sinal do que a tecnologia presente no Mavic Mini

 

Outra questão de long range em drones com perfil de captura de imagem, é que quando mais longe ele vai, menos tempo você terá para capturar as imagens, e novamente perde o sentido para esse perfil de drone.

Abaixo fotos do smartphone conectado ao controle, como coloquei acima, um controle bastante grande se a ideia é um conjunto portátil. Outro porem, que é possível notar bem quando vemos uma foto da parte de traz, é que as antenas ficam internas aos "tubos" de sustentação que prendem o smartphone ao controle, logo, dependendo como você segura o controle o sinal de comunicação com o drone poderá ser afetado. O ideal é que o controle fique em pé, com a parte de traz do controle e do smarttphone virada para onde o drone está.


Bateria e HUB de carregamento quase perfeito!

Para fazer uma análise, recebendo o modelo com um kit básico contendo apenas uma bateria, aviso quem enviou antes que naturalmente vai demorar bem mais, e não se trata de má vontade, mas simplesmente uma questão lógica. Para fazer uma análise legal com imagens legais como eu tenho como referência pessoal, vai ao menos uns 20 voos pra cima.

O Mini 2 tem autonomia de voo de até 31 minutos por bateria

"Opa opa opa, Fabio, eu consigo fazer uma análise boa com uma quantidade bem menor de voos!". Sim, eu também, mas para ter uma análise onde eu garanta um cenário mais próximo de tudo que pode acontecer, gosto de voar bastante a fim de ter uma boa noção da experiência final que o drone vai entregar, até porque as vezes voo com as três baterias e não pego algo realmente legal, outras voo com apenas 50 por centro de uma e já pego uma quantidade bem mais legal de imagens.

O Mini 2 tem bateria com autonomia de 31 minutos, um acima do Mavic Mini. É possível chegar bem próximo disso, seguindo um conceito sem muitas mudanças bruscas de direção e pouco vento. Mas o que mais me chama atenção nesse modelo e também no Mavic Mini não é mais a autonomia de bateria.

HUB proporciona carregar baterias com um powerbank sem precisar de uma tomada

Enrolei enrolei e não falei do HUB ainda, calma, tudo está associado ao número de voos e ao fato do HUB de baterias do Mavic Mini e do Mini 2, diferente de drones como o Mavic Air, Air 2, Mavic Pro e Mavic 2, usar uma conexão USB para carregar. ISSO É MUITO MUITO BOM!!!

"Mas Fábio, USB passa menos energia do que um cabo de energia direto na tomada", sim, mas cada vez essa diferença diminui. No Mavic Mini a alimentação era de menor potência, no Mini 2 o HUB já é baseado em USB Tipo C com até 18W, possibilitando carregar uma bateria em cerca de 1 hora, poderia ser menos sim, mas o melhor de tudo é que por ser USB é possível usar um powerbank para carregar, e ai meus amigos, está feito o diferencial, isso não é um detalhe qualquer, isso é um mundo de diferença dependendo de onde você estiver ou para onde for.

Vai para uma ilha sem energia? leve um powerbank de 20.000 mAh que não é nada incomum e nem tão caro hoje em dia e você tem carga para o controle e mais duas carcas completas para todas as três baterias, tem noção do que é isso? nada menos do que 4 horas e meia de voo. Sim, tem o tempo necessário para recarregar, que ainda tem que melhorar, mas é um diferencial muito forte frente aos carregador que precisam de tomadas. Para não ser injusto, é possível carregaras baterias dos drones Mavic Air, Air 2 e Mavic 2 através do adaptador que acompanha o combo Fly More, mas esse conceito mais rápido e prático carregando multiplas baterias dos modelos Mini é muito bom.

Para ficar perfeito, só carregando de forma mais rápida como já vemos em alguns celulares. Um celular intermediário premium já carrega uma bateria de 5.000mAh em uma hora, imagina quando isso acontecer com um carregador como esse, enquanto voando com o drone, uma bateria sendo carregada por completo. SONHO! 


Sem sensores, mas precisa?

O Mavic Mini não trouxe sensores de presença, leia-se sensores de obstáculos, e o Mini 2 também, o que é algo bastante natural, já que além de aumentar o custo do produto, faria ele ficar mais próximo do Mavic Air 2. Para não dizer que ele não traz nenhum sensor, ele tem um sensor de decolagem e pouso na parte de baixo do drone, mas tirando esse que é praticamente padrão em drones desse perfil, nenhum outro foi implementado, ou seja, se você enviar para frente em direção a uma parede, ele vai colidir, já um drone como o Mavic Air 2 que tem sensor frontal, para um pouco antes e só continua e se o piloto forçar o comando de continuar.

Particularmente não acho um problema, ate porque usando o Mavic Air 2 como referência, que tem sensores na frente e atrás, o maior problema de colisão ao meu ver está nas lateriais e atrás, na frente o piloto ainda tem a informação da câmera, nas laterais e atrás não e ai que acontece a maioria dos acidentes, quando não existe nenhuma orientação.

Claro que sensores de obstáculos são bons, mas naturalmente é custo e como falei, faria ele competir de forma mais próxima do Air 2.


O app de controle DJI Fly

O aplicativo de controle é o DJI Fly, que apareceu primeiro no Mavic Mini, mas que já é utilizado pelo Mavic Air 2, pelo Mini 2 e também deve ser utilizado pelo DJI FPV Drone, indicando que ele deve virar o aplicativo padrão da DJI para controle de drones.

Gosto dele, basta se acostumar como já acontecia com o DJI GO4. As opções ficam bem localizadas e de fácil acesso, em muitos casos, algumas sequer uso já que é mais prático o comandos pelo controle. Pelo app também é possível trocar a cor do LED frontal.

DOWNLOAD - DJI Fly

Um ponto chato aqui é que após a restrição comercial imposta sobre a DJI, o aplicativo para Android não recebeu mais atualizações na loja Google Play dos smartphones com esse sistema, sendo que a última versão é a 1.2.1. Porém o aplicativo já está na versão 1.2.4, e inclusive novos firmwares foram lançados para o drone, onde algumas das funcionalidades só podem ser utilizadas com essa versão mais recente do aplicativo.

Para fazer o download e atualização para a última versão do aplicativo para Android é necessário entrar no site da DJI, você pode conferir o processo através desse link.


Vale a pena?

A pergunta final é sempre a mesma: Vale a pena o investimento? E a resposta para o caso do DJI Mini 2 não é diferente de outros produtos, talvez sim e talvez não dependendo de quanto você pode ou quer gastar, e também do uso, mas alguns pontos podem ajudar bastante na escolha.

Quem comprar não irá se arrepender!

 

Comparado com  Mavic Mini, o Mini 2 tem uma câmera melhor e suporte a resolução 4K 30FPS e também 2.7K 60FPS, mas principalmente uma tecnologia de transmissão melhor. O OcuSync 2 garante não apenas distância de controle maior, os famosos 10 Km, mas uma estabilidade de conexão bem melhor em distâncias menores como 3 ou 4km, que não é boa em drones como o Mavic Mini devido o sistema de comunicação dele, caindo conexão constantemente, e isso reflete em dois pontos, controle do drone e imagem que o smartphone recebe da câmera do drone. O controle é questionável, nesse perfil de drone, eu preferia que fosse um controle menor, mas não deixa de som um bom controle. A bateria, praticamente a mesma, porém com um hub de carregamento um pouco mais rápido no combo Fly More, e que funciona como powerbang, curti bastante já que permite carregar via um powerbank, sem necessidade de uma tomada por exemplo.

A análise em vídeo será publicada nos próximos dias!

 

Vejo comparações do Mini 2 com o Mavic Air 2, e tem sentido especialmente pelo valor que o Mini 2 chegou no Brasil. Do ponto de vista físico, quando falando do combo Fly More, ambos vem em uma case praticamente idêntica em tamanho, e considerando que ambos são enquadrados na mesma legislação, alguns pontos onde o Mini 2 poderia se destacar não valem aqui no Brasil, como esse enquadramento pelo menor peso. O Mavic Air 2 continua sendo para mim um dos melhores drones da DJI ate o momento, com as principais tecnologias e uma boa câmera. Coisas como o suporte a gravação de vídeos trackeados, onde marco um objeto e vou movimentando o drone e ele mantem o foco no objeto, são bons diferenciais, que o Mini 2 até passou a suportar via update, mas apenas em FullHD e não 4K como o MAvic Air 2, o próprio Active Track que em alguns casos é bem útil, especialmente quando a ideia é filmar sem ajuda de ninguém, é outro atrativo do Air 2 não disponível no Mini 2. Por outro lado, o hub de carregamento via conector USB do Mini 2 é um detalhe tão tão importante, que para muito isso pode fazer uma diferença gigante, já que proporciona carregar as bateria com um powerbank, e isso é muito bom. Cade bateria do Mini 2 tem pouco mais de 2000 mAh, um Powerbank de 10.000 permitia mais 5 cargas. Enfim, difícil, eu iria de Air 2 se procurasse um drone com melhor qualidade final do que entrega, mas de Mini 2 se buscasse um modelo mais prático, ainda entregando boa qualidade.

A disputa com o Mavic Air 2 é boa, com pequenas diferenças para definir a escolha

 

A FIMI anunciou que o FIMI X8 Mini começa a ser vendido oficialmente no dia 6 de abril, ainda sem anunciar o preço final, que será abaixo de US$400. O drone traz funcionalidades interessantes, como uma câmera 4K 30fps, até 8KIm de distância de controle, autonomia de voo de até 31 minutos com duas baterias, uma que deixa o drone abaixo de 250 gramas, e outra levemente acima. Ele também terá modos de voo pré-definidos, semelhante aos modelos QuickShots da DJI, um controle menor do que o do Mini 2, além de possibilitar o controle apenas com o smartphone através do aplicativo. Enfim, é um modelo que pode incomodar um pouco a DJI, mas quem vai definir é o preço e também a experiência de voo, já que boas especificações podem não refletir em um resultado a altura do que os drones da DJI entregam em uso prático.

Quem nos enviou o DJI Mini 2 foi a FlyPro, assim como aconteceu com o Mavic Air 2. No Brasil ele chegou custando um valor alto, R$7.500 no combo Fly More, muito relacionado ao dólar alto. Fora do país o combo Fly More custa US$599 dólares, praticamente metade do valor do combo Fly More do Mavic Air 2, que aqui no Brasil custa na casa de R$12.500 atualmente. O Mavic Mini está custando cerca de R$5.700, e sinceramente, apesar da diferença de quase R$2.000, recomendo economizar e ir direto pro Mini 2, especialmente pela questão da tecnologia de conexão e do comportamento melhor frente ao vento, o Mini 2 se torna uma opção mais interessante.

Para voar legalmente com drone é preciso seguir várias regras

Reforço que a FlyPro enviou o manual personalizado padrão para quem compra um drone com eles, explicando tudo que você deve ter cuidado e também com todos os contatos para suporte, alias, eles fazem uma manutenção no drone no intervalo de um ano se levar na loja física sem custo adicional. Enfim, tem o custo agregado, de resto, não tem o que fazer, é um produto todo homologado, dentro da lei, com garantia e suporte, naturalmente vai custar mais. Como estamos falando de um drone, acho que deve ser considerado.

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Fabio Feyh

Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Mundo Conectado escreve artigos e análises de gadgets relacionados a fotos e vídeo, como drones e action cams.

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