Análise Moto G8 Plus: o bom aparelho da Motorola que já foi melhor

Análise Moto G8 Plus: o bom aparelho da Motorola que já foi melhor

Smartphone perde NFC e estabilização óptica, mas ganha hardware mais poderoso e mais bateria

O Motorola Moto G8 Plus é um aparelho do segmento intermediário/alto, que busca um balanço entre qualidade e preço. Entre as novidades, temos o novo design da linha G8, que deixou de lado o estilo "bueiro" da câmera traseira e moveu as lentes para a lateral. E, além do visual, ele recebeu um reforço na potência do hardware e mais câmeras!

Análise em vídeo

Especificações técnicas

Preços

Preço no lançamentoR$ 1.495,00 05/12/2019R$ 1.899,00 01/05/2019R$ 1.999,90 10/04/2019R$ 1.439,00 18/11/2019
Preço atualizadoR$ 1.349,00 05/01/2020R$ 1.399,00 13/05/2019R$ 1.549,00 05/01/2020R$ 1.449,00 05/01/2020

Ficha Técnica

FabricanteMotorola Motorola Samsung Asus
Site oficialLinkLinkLinkLink

Display

Tamanho6,3 polegadas6,2 polegadas6,4 polegadas6,3 polegadas
Resolução1080 x 2280, 400 ppi 1080 x 2270, 405 ppi 1080 x 2340, 393 ppi 2280x1080
TecnologiaLTPS IPS LCD LTPS IPS LCD Super AMOLED IPS LCD
ProteçãoGorilla Glass 3 Corning Gorilla Glass 3 Corning Gorilla Glass 6

Câmera

TraseiraTripla 48MP + 16MP + 5MP Dupla 16MP + 5MP 25 MP + 8 MP + 5 MP 12MP + 5MP
Vídeos[email protected]; [email protected] 2160p/30fps; 1080p/120fps [email protected] [email protected]; [email protected]
Frontal25MP 12MP 25MP f/2.0 13MP
DetalhesTraseiras: wide f/1.7 PDAF, ultra-wide f/2.2, câmera de profundidade f/2.2 Traseiras 16 MP, f/1.7, 1.22µm, PDAF, OIS + 5 MP, f/2.2, depth sensor f/1.7 , f/2.2 , f/2.2 Abertura de ƒ1.8, autofoco por detecção de fase, flash LED

Especificações

Sistema OperacionalAndroid 9 (Pie) Android 9 (Pie) Android 9 Android 8.1
ProcessadorQualcomm Snapdragon 665 Qualcomm Snapdragon 636 Samsung Exynos 9610 Qualcomm Snapdragon 660
Número de núcleos8 8 8 8
Clock4x2.0 GHz 4x1.8GHz 1.8 GHz 4x 2.3 GHz e 4x 1.7 GHz 4x 2.2GHz e 4x 1.8GHz
GPUAdreno 610 Adreno 509 Mali-G72 MP3 Adreno 512
Memória RAM4 GB4 GB4 GB3/4 GB
Armazenamento interno64 GB64 GB64/128 GB64/128 GB
Cartão microSDAté 512GB Até 512GB SIM, até 512GB até 2TB
Bateria4000 mAh3000 mAh4000 mAh5000 mAh
Dimensões158.4 x 75.8 x 9.1 mm157 x 75,3 x 8,3 mm158.5 x 74.7 x 7.7 mm157,9 x 75,5 x 8,5 mm
Peso188 g176 g166 g175 g
Portas de conexãoUSB-C USB-C USB Tipo-C, 3.5mm audio Micro USB
REDELTE LTE LTE LTE
Tipo de cartão SIMDual Nano SIM Dual Nano SIM Dual Nano SIM Nano SIM

Recursos

Leitor de DigitalSIM SIM SIM, na tela SIM
ResistênciaResistente a respingos NÃO NÃO NÃO
RadioSIM SIM SIM SIM
Bluetooth5.0 5.0 5.0 5.0
Carregamento sem fioNÃO NÃO NÃO NÃO
NFCNÃO SIM NÃO NÃO
GPSA-GPS, GLONASS, BDS, GALILEO A-GPS, GLONASS, GALILEO A-GPS, GLONASS, GALILEO, BDS SIM
ExtrasCarregador rápido 15W Carregamento rápido de 27W Carregamento rápido de 15W Fast Charging

Design e Tela

O Moto G8 Plus segue as novidades de toda a linha G8, dando fim à protuberância arredondada na câmera traseira, que deu lugar a câmeras mais discretas e mais próximas da lateral do aparelho. Ele tem um belo visual, com o já hegemônico design de traseira com acabamento brilhante e laterais em um estilo metalizado, mas o material usado é o plástico. Recebemos o aparelho na cor vermelha - que caiu muito bem nele, assim como a versão azul, entre outras opções.

Dada a fragilidade do vidro, não faço questão de seu uso na traseira. Mas, em contrapartida, o nosso modelo de testes ficou com muitos riscos rapidamente, já que não possui uma proteção para isso, diferente de alguns modelos que usam vidro. O aparelho já conta com uma sempre bem-vinda capinha na caixa (e que utilizamos ao longo dos testes), porém, curiosamente, o aparelho formou alguns riscos mesmo assim.

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A linha G8 modificou seu visual e ficou bem mais atraente que suas antecessoras

Na parte de trás, temos um visual bem minimalista, com o logo da Motorola no centro atuando como sensor de digital, e as câmeras concentradas no canto com uma pequena protuberância. Já na frente, a tela toma a maior parte da área frontal, com exceção de uma borda um pouco mais larga na base e, o que mais chama a atenção, um entalhe no topo onde fica a câmera.

A tela tem boas cores e contrastes, além de níveis satisfatórios de iluminação. O único detalhe que não me agradou são as bordas: dá para perceber variações na iluminação nelas, formando pequenas distorções especialmente nos cantos. Não é crítico, mas já temos outros modelos com um capricho maior nesse segmento de preço.

A tela tem boas cores e contrastes, mas a iluminação apresenta variações ao longo do display

Felizmente, o som é feito em duas saídas diferentes - uma caixinha no topo da tela, a mesma usada em ligações, e outra na base do aparelho trazem um som estéreo e que dificilmente é abafado, mesmo que você segure o aparelho na horizontal. O carregamento fica por conta de uma porta USB tipo-C na base e a empresa manteve a boa e velha conexão P2. Então, seus fones de ouvido estão a salvo.

Performance

Um dos principais upgrades dessa nova geração do Moto G8 Plus acontece no hardware, que recebeu o mais potente Qualcomm Snapdragon 665 no lugar do 636, presente no Moto G7 Plus. Isso traz várias melhorias em performance graças à tecnologia mais moderna.

No uso, o Moto G8 Plus tem um bom desempenho, abrindo múltiplas aplicações sem dificuldades, alternando entre elas de forma ágil e também executando apps mais pesados com tranquilidade. Algo que me chamou a atenção foram as eventuais engasgadas, que não chegaram a ser críticas, mas que tornaram a experiência com esse aparelho somente um pouco melhor do que a que tivemos com o Moto G8 Play. E, dada a diferença considerável dos componentes usados, gostaria de ver uma diferença maior.

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As melhorias do hardware mostraram seus valor em games, mas no uso cotidiano parece que o aparelho ainda merece otimizações

 

Em apps mais pesados como games, o Moto G8 Plus se sai bem. Games como o Call of Duty e PUBG Lite rodam com configurações intermediárias sem muitos engasgos, mostrando o que o hardware mais potente tem a oferecer em relação a modelos mais baratos. Mesmo não alcançado modelos high-end com chips mais poderosos, o Moto G8 Plus tem desempenho suficiente para quem está buscando um bom aparelho para jogar.

Autonomia

Mas, o novo chip não faz a diferença apenas na performance. Ele traz uma litografia mais moderna que consome menos e também implementa o big.LITTLE - ou seja, tem alguns núcleos de mais performance quando precisa de desempenho e outros menores e mais econômicos para outros momentos. A bateria também cresceu para os 4.000 mAh.

A estimativa de 12 horas de tela acesa é excelente e acima da média até mesmo para esse segmento intermediário onde vemos muitos dos melhores aparelhos quando o assunto é duração de bateria. Em uso combinado, temos 32 horas estimadas, o que novamente é ótimo e mostra que dá para chegar quase ao final do segundo dia antes de uma carga no meu uso do aparelho - que é bastante intensivo ao longo do dia.

A Motorola também tem acertado em equipar seus aparelhos com bons carregadores na caixa, e o Moto G8 Plus não é exceção. Em 15 minutos de carga, ele devolveu 17% da bateria, o que é um bom resultado e mostra que alguns minutos na tomada podem ser suficientes para dar a carga que faltava e finalizar um dia completo de uso.

Câmera

O Moto G8 Plus tem um conjunto curioso de câmeras. Ela conta com uma lente principal grande-angular com um sensor de 48 megapixels, uma câmera secundária de 16MP ultra-grande-angular e outra de 2MP. Porém, quando você abre o aplicativo para fazer fotos... só tem uma.

O motivo dessa limitação é que o software só dá acesso a câmera principal para fotografia, enquanto a câmera ultra-grande-angular entra em ação quando fazemos vídeos de ação. A de profundidade, por sua vez, só é usada em conjunto com a principal para gerar o efeito de desfoque.

Inclusive, dá para dar um "jeitinho" e usar a ultra-grande-angular: durante gravações, quando ela é habilitada como "câmera de ação", dá pra fazer fotos durante a gravação. A falta de qualidade das fotos, no entanto, explica o porquê dela não estar acessível desde o princípio.

Em geral, o Moto G8 Plus entrega uma qualidade satisfatória nas fotos, conseguindo manter um bom nível de qualidade mesmo em cenas um pouco menos iluminadas. O HDR se sai bem em equilibrar pontos escuros e claros, como é perceptível em diversas fotos com contrastes entre interiores e lugares abertos (perceba isso nas fotos com o cachorro dentro do carro e também nas frutas).

Quando vamos para situações mais extremas, o aparelho até que se vira bem, mas aí também conta com "um truque na manga". Assim como o Moto One Vision, ele conta com o Night Vision, um pós-processamento extremo para cenas muito escuras. Ele consegue tornar mais claros pontos mais escuros, recupera parte das cores perdidas de uma cena e reduz o granulado excessivo. No comparativo abaixo, dá pra ter uma ideia de até onde ele consegue modificar a cena (com o detalhe de que mesmos sem ele, a foto final não é ruim):

Agora, indo para a câmera frontal, ela sofre mais os efeitos de iluminação insuficiente, mas ainda "se vira". Pena que aqui já não dá para usar o Night Vision. O foco também é limitado, então é bom ficar de olho em pessoas e objetos na parte de trás, pois elas/eles não ganharão muito foco.

Mesmo não tendo a câmera adicional para o efeito de profundidade, ela dá um resultado aceitável para o desfoque - apesar de alguns erros em bordas, como no óculos e no televisor logo ali atrás:

Recursos e Extras

A Motola já consolidou sua postura de modificar muito pouco no sistema da Google, entregando o chamado "Android Puro". As interfaces estão praticamente inalteradas comparando ao sistema padrão, com poucas adições nos menus, nos apps instalados e em funcionalidades.

Falando nelas, as funcionalidades incluídas pela empresa estão entre algumas das mais interessantes e são muito bem-vindas. Entre as principais, estão algumas já bem conhecidas pelos consumidores de produtos da linha Moto, como o Moto Tela, que acende o display para mostrar informações como hora, restante de bateria e notificações, além de permitir certos gestos como torcer o pulso para abrir a câmera e chacoalhar para acender o LED e usar como lanterna. Todas são bem intuitivas e operam muito bem no Moto G8 Plus.

Conclusão

O Moto G8 Plus é um bom celular do segmento intermediário, com bela tela, hardware reforçado em relação ao antecessor, boa câmera e, seu grande destaque, evolução na autonomia com um hardware mais eficiente e com uma bateria maior.

Notas: Motorola Moto G8 Plus
Design
9,0
Tela
8,0
Performace
8,0
Autonomia
9,5
Câmera
8,5
Preço
8,0

Mas não temos apenas acertos aqui. A Motorola fez algumas economias e tirou alguns recursos do Moto Plus. O primeiro é o fim da estabilização óptica da câmera, algo que deixa saudade especialmente nos vídeos. Mesmo trazendo uma lente adicional ultra-grande-angular, que é um pouco mais estável, ela não é indicada para cenas mais escuras devido à menor abertura, motivo pelo qual essa lente "desaparece" entre as opções para fotografia. 

Outro retrocesso é na ausência do NFC. A tecnologia de proximidade é essencial para tecnologias de pagamento como o Google Pay, além de apps de banco que também fazem uso desse recurso. Então, a ausência dele tirar uma capacidade desse aparelho. Essas ausências não estão presentes em outros modelos, como o Moto One Vision, que também conta com mais memória interna.

Apesar de alguns retrocessos, o Moto G8 Plus continua sendo um dos melhores smartphones no segmento intermediário, e deve estar entre as opções para você ficar de olho - especialmente se não faz falta para você o NFC ou a estabilização na câmera.

Nota

8,0

Prós

  • Novo design melhorado
  • Bom hardware (mas precisa de melhorias no software)
  • Bom desempenho da câmera + night vision
  • Capinha incluída na caixa
  • Carregador rápido na caixa
  • Boa autonomia

Contras

  • Não tem NFC e estabilização óptica
  • 64GB de memória interna ao invés dos 128GB de outros Moto
  • Tela tem variações na retroiluminação, especialmente nas bordas
  • Traseira risca com facilidade
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Diego Kerber

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego colabora com a Adrenaline na produção de notícias e artigos na coluna "Vida Digital".

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